Buscas desta segunda-feira (4) no Rio Paraopeba, em Brumadinho. — Foto: Corpo de Bombeiros de Minas Gerais

Os mais de 360 bombeiros militares de Minas Gerais que se revezam em turnos de quase 15 horas desde o dia 25 de janeiro, quando a Barragem do feijão, da Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, se rompeu, estão entre os servidores que ainda não receberam 13º salário.

Três dias após a tragédia, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou que o benefício será pago 11 parcelas, de fevereiro a dezembro. O valor deve ser depositado sempre no primeiro dia útil após o dia 20 de cada mês. A gestão anterior não pagou o 13º, deixando a dívida para o atual governador.

Bombeiro recebe rosa de voluntário após chuva de pétalas que a corporação lançou de helicópteros para homenagear vítimas de Brumadinho — Foto: Victor Hugo Bigoli/Arquivo Pessoal

Os bombeiros trabalham em condições adversas. Nos primeiros dias, eles precisavam se arrastar pela lama na tentativa de encontrar sobreviventes. Hoje, com o solo mais seco, máquinas pesadas passaram a ser usadas na operação, considerada a maior da história do estado.

Os militares não possuem muitos trajes à disposição para serem usados nos trabalhos. Graças a voluntários, eles são lavados em 14 máquinas compradas por meio de doações.

Cerca de 900 pares de meias e 900 peças íntimas chegaram a ser doadas à corporação pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH). De acordo com a entidade, após usadas as peças precisam ser descartadas para evitar contaminação. Daí a necessidade deste material.

Os salários do funcionalismo vêm sendo pagos de forma escalonada desde fevereiro de 2016 e, ainda assim, ocorreram atrasos. Em dezembro do mesmo ano foi decretada situação de calamidade financeira. Ela permite ao estado manter os serviços públicos essenciais à população.

 

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