"Reprodução Google Imagens"

Durante uma sessão que durou cerca de nove horas, nesta quarta-feira (19), na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o ministro Sergio Moro negou reconhecer a autenticidade das conversas vazadas com procuradores da Lava Jato, pelo site The Intercept Brasil. Moro afirmou que “não cometeu nenhuma irregularidade”.

Nenhuma das provas colhida na Operação Lava Jato, não foram consideradas ilícitas pelo TRF4, pelo STJ e nem Pelo STF. Evidente que o conteúdo das mensagens, foram retirados do contexto com a intenção de criar um sensacionalismo nas redes sociais. Porem ignora um esquema que ignoram o gigantesco esquema de corrupção revelado pela Operação Lava Jato.

“Quem é responsável pelo assassinato, o policial que encontra o cadáver ou o assassino?” E disse que “Se me arrependo do que fiz? Não. Mudamos um padrão de impunidade da grande corrupção que tínhamos no país”.

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Apoiamos indiscutivelmente a operação Lava Jato e o Juiz Sérgio Moro

Porque está acontecendo justamente quando a Operação Lava Jato bate na porta dos bancos? Claro que  as investigações sobre o “doleiro dos doleiros” faz a Lava Jato avançar sobre bancos nacionais e estrangeiros. Há suspeitas até sobre uma instituição financeira de um ex-presidente do Paraguai. Somente para fazer uma analise a Suíça já transferiu R$ 1,4 bilhão ao Brasil por conta das investigações da Lava-Jato.

O Ministro da Justiça respondeu perguntas de 35 senadores, e, na maior parte do tempo, mostrou-se calmo.

Moro falou para os Senadores que “o impacto inicial decorrente do sensacionalismo da divulgação do The Intercept geraram uma repercussão indevida, mas os fatos estão sendo colocados no lugar”. Mostrou totalmente confiante quando disse que “se tiver alguma irregularidade da minha parte eu saio, mas não houve”.

Lamentável que a meu ver, uma invasão criminosa de celulares de procuradores e sem uma postura do site que não entrou em contato com as partes antes da publicação, contrariando a regra básica do jornalismo.

“Aqui nós estamos falando de uma coisa completamente diferente: um ataque de um grupo criminoso organizado, um hacker, contra autoridades envolvidas no enfrentamento da corrupção. O material que está sendo disponibilizado de maneira opaca à sociedade, e sem a possibilidade de verificação da autenticidade. Então, é algo completamente diferente”, afirmou Moro.

O Ministro disse que “teve a impressão de que o site queria uma busca e apreensão no local para posar de mártir da imprensa frente ao malvado governo do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Sergio Moro”.

De acordo com o site, o jornalista Glenn Greenwald informa que Dallagnol e Sérgio Moro, tratavam de assuntos investigados pela Lava Jato. Se o ex-juiz orientou ações dos procuradores e cobrou novas operações, até o momento onde não mostra nos vazamentos, essas supostas conversas só beneficiam políticos corruptos com o simples objetivo de enfraquecer as acusações de corrupção, lavagem de dinheiro, caixa 2 apoiando por uma onda de paixonite aguda em favor do ex-presidente Lula.

“Eu não tenho apego pelo cargo. Apresente tudo, vamos submeter isso ao escrutínio público e, se houver irregularidade da minha parte, eu saio”, disse Moro respondendo ao petista Jaques Wagner.

“Eu também não tenho apego ao meu cargo. O ministro é livre para tomar as decisões que bem entender. O Sérgio Moro é patrimônio nacional e, se depender de mim, não sai”, disse.

Respondeu Bolsonaro mais tarde em uma entrevista coletiva, após solenidade militar de formatura de sargentos da Aeronáutica, em Guaratinguetá, interior de São Paulo.

Bolsonaro também disse que “até agora”, não viu nada de mais nas supostas conversas atribuídas a Moro, publicadas pelo site The Intercept Brasil.

Moro afirmou que “Há fatos que incluem clonagem de aparelho celular do ministro da Justiça e tentativa de obtenção do conteúdo, embora não bem-sucedido, além do ataque aos procuradores”

As acusações vislumbra a intenção de montar anormalidade ou direcionamento da atuação do magistrado? As matérias publicadas pelo site Intercept, já tiveram tempo suficiente para mostrarem conversas em trecho que o ex-juiz Sérgio Moro pedindo que a força tarefa implantar provas contra o Lula, o que provaria ser seletivo.

Ficou “Claro que não é uma coisa singela dada o grau de profissionalismo desse grupo criminoso, mas tenho expectativa de que esses fatos sejam devidamente aclarados, essas pessoas identificadas e punidas”, Moro comentou exatamente como escreveu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: “não comprometem as condenações proferidas, está fazendo tempestade em copo d’água”.

Entre os casos citados nos diálogos publicados pela “The Intercept Brasil”, está à investigação do tríplex cujos benefícios e propriedade é atribuída em favor do ex-presidente Lula, resultou na sua prisão e condenação. Até o momento, os vazamentos não comprometem os motivos da condenação de Lula.

“Na questão do combate à corrupção, concordo com suas palavras. Temos que nos preocupar em avançar e consolidar os avanços que ocorreram. No que se refere à minha atuação, eu mais uma vez reitero, senador, eu tenho plena convicção que agi com absoluta correção na aplicação imparcial da lei durante esse período”, Moro.

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