"Reprodução Google Imagens"

O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU), na quinta-feira (04) que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) realize a analise e o monitorando da atividade financeira do jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept.

A publicação do site Antagonista informou que a Policia Federal teria pedido ao Coaf para analisar as contas de Glenn.

O Tribunal disse que isso pode configurar uma “afronta à liberdade de imprensa”.

“Com propósito de que o Tribunal adote providências com o objetivo de apurar possíveis irregularidades cometidas no âmbito do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), em possível desvio de finalidade dos agentes envolvidos e em afronta à liberdade de imprensa garantida constitucionalmente, com dispêndio indevido de recursos públicos e utilização de precioso tempo de servidores e de recursos materiais, ao empreenderem na análise das atividades financeiras do jornalista Glenn Greenwald”.

Além disso, o MP pede ao TCU para avaliar se houve “dispêndio indevido de recursos públicos e utilização de precioso tempo de servidores e de recursos materiais”.

A Oposição vai ao Ministério Público para blindar Glenn Greenwald do The Intercept em reposta à investida da Polícia Federal contra o The Intercept Brasil. Os partidos de oposição informaram que uma representação junto à Procuradoria-Geral da República que o órgão “garanta a liberdade de imprensa” e evite que jornalista seja “vítima de abuso de autoridade”, diz Marcelo Freixo (PSOL-RJ)2 .

“Sendo assim, quando o Coaf busca analisar financeiramente as contas do jornalista Glenn Greenwald em retaliação à divulgação de mensagens por ele apresentadas, existe indícios de que esse órgão esteja sendo utilizado com desvio de finalidade pública e visando, indiretamente, fragilizar a liberdade de imprensa em nosso país. O risco dessa atuação chama tamanha atenção que até a Organização dos Estados Americanos (OEA) publicou nota preocupada com a liberdade de expressão no Brasil”.

Ora, sabendo-se que a competência constitucional da Corte de Contas é, essencialmente, “julgar as contas dos administradores e responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta” (art. 71, inciso II, da CF e art. 1º, inciso I, da Lei nº 8.443/1992), incumbe ao TCU empreender às necessárias ações de controle de modo a poder certificar, com segurança e propriedade, que as contas anuais prestadas pelos administradores públicos “evidenciem a boa e regular aplicação dos recursos públicos e, ainda, a observância aos dispositivos legais e regulamentares aplicáveis”, conforme preconizado no art. 194 do seu Regimento Interno.

Havendo, pois, elementos que indicam que padecem de ilegalidade, por violação à garantia constitucional da liberdade de imprensa, bem como de desvio de finalidade, a atuação do Coaf em analisar financeiramente as contas do jornalista Glenn Greenwald, reclama-se a pronta atuação do TCU, para que, no cumprimento de suas competências constitucionais de controle externo de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da Administração

Nenhuma das provas colhida na Operação Lava Jato, não foram consideradas ilícitas pelo TRF4, pelo STJ e nem Pelo STF. As conversas não demonstram nenhuma manipulação das provas ou que ponha dúvidas sobre a condenação dos culpados. Evidente que o conteúdo das mensagens, foram retirados do contexto e com a intenção de criar um sensacionalismo nas redes sociais.

Porque, está acontecendo justamente quando a Operação Lava Jato bate na porta dos bancos? Claro que  as investigações sobre o “doleiro dos doleiros” faz a Lava Jato avançar sobre bancos nacionais e estrangeiros.

Há suspeitas até sobre uma instituição financeira de um ex-presidente do Paraguai. Somente para fazer uma analise a Suíça já transferiu R$ 1,4 bilhão ao Brasil por conta das investigações da Lava-Jato.

Lamentável que a meu ver, uma invasão criminosa de celulares de procuradores e sem uma postura do site que não entrou em contato com as partes antes da publicação, contrariando a regra básica do jornalismo.

De acordo com o site, o jornalista Glenn Greenwald informa que Dallagnol e Sérgio Moro, tratavam de assuntos investigados pela Lava Jato. Se o ex-juiz orientou ações dos procuradores e cobrou novas operações, até o momento onde não mostra nos vazamentos, essas supostas conversas só beneficiam políticos corruptos com o simples objetivo de enfraquecer as acusações de corrupção, lavagem de dinheiro, caixa 2 apoiando por uma onda de paixonite aguda em favor do ex-presidente Lula.

As acusações vislumbra a intenção de montar anormalidade ou direcionamento da atuação do magistrado? As matérias publicadas pelo site Intercept, já tiveram tempo suficiente para mostrarem conversas em trecho que o ex-juiz Sérgio Moro pedindo que a força tarefa implantar provas contra o Lula, o que provaria ser seletivo.

Exatamente como escreveu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: “não comprometem as condenações proferidas, está fazendo tempestade em copo d’água”.

Entre os casos citados nos diálogos publicados pela “The Intercept Brasil”, está à investigação do tríplex cujos benefícios e propriedade é atribuída em favor do ex-presidente Lula, resultou na sua prisão e condenação. Até o momento, os vazamentos não comprometem os motivos da condenação de Lula.

O jornalista Glenn Greenwald cometeu um crime baseado na lei 9.296/96, que em seu artigo 10, ao publicar as conversas. “Constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática, ou quebrar segredo de justiça, sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei”.

As preocupações direcionadas pelas supostas conversas só tinha o objetivo querer mudar os fatos e os motivos ao qual Lula foi condenado. Desta forma, estamos diante de uma verdadeira historia fantasiosa ao estilo de Agatha Christie onde um juiz, promotores públicos, policia federal, TRF4, STJ, STF e Bolsonaro criaram uma conspiração para condenar apenas o Lula. Porem ignora um esquema gigantesco de corrupção revelado pela Operação Lava Jato.

No dia 30 julho de 2018, em mensagem publicada na rede social Twitter, Glenn lamentou o fato dos jornalistas brasileiros ainda não ter uma “estratégia eficaz para bater Bolsonaro”. Segundo ele, era “preciso desenvolver uma rapidamente”. Bem, já temos o motivo.

Pelo conteúdo publicado, não existe qualquer ilegalidade na comunicação entre juiz e o procurador da República Deltan Dallagnol, nem daí inferir quebra de imparcialidade. Portanto, não se verifica antecipação do juízo de mérito de processos pelo juiz.

As supostas conversas entre os dois e simultaneamente e aparentemente, ia ao sentido de analisar de modo geral os nomes envolvidos em corrupção com a Odebrecht, por cargos, e quantos em uma análise prévia aparentavam grandes chances de realmente estarem envolvidos, boa parte acabou alterando totalmente o sentido do diálogo.

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