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segunda-feira, junho 21, 2021
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PF apreendeu máquina da Minerworld em outra pirâmide financeira

Ong pede investigação sobre uma máquina da Minerworld encontrada outra pirâmide mide financeira

Operação da Polícia Federal na última segunda-feira (20), que resultou em prisões e apreensão de equipamentos, documentos, dinheiro e o desmantelamento de um esquema de fraudes com criptomoedas em vários estados do país. Entre os equipamentos apreendidos, uma maquina de outras pirâmides financeiras, a Minerworld /Bitofertas, pode revelar um esquema bem maior e trazer nova direção às investigações no MS contra a Minerworld.

Um Terminal de Compra de Bitcoins apreendido nesta operação chamou a atenção do presidente da ONG Projeto Ajudar, sediada no DF. Segundo informou a diretoria da ONG, essa máquina pertence à outra pirâmide financeira que foi alvo do GAECO em 2018 no Mato Grosso do Sul.

Foto. G1 MS Gaeco na operação que fechou a Minerworld no MS em 2018. Nessa foto esta o mesmo tipo de equipamento apreendido pela PF no RS.

A apreensão no Rio Grande do Sul demonstra  que tem possibilidade dos envolvidos em ambas as empresas serem partes na associação para prática criminosa objeto da operação do Gaeco no MS e da PF no RS, pois ambas sofreram ações do poder judiciário, inclusive os crimes a eles imputados foram identificados também nos dois estados, um golpe que caracteriza crime de organização criminosa, supostamente praticados entre as duas empresas.

De acordo com o chefe da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros (Delecor), delegado Daniel Mostardeiro Cola, o equipamento era utilizado para que as pessoas fizessem depósitos dos montantes, onde acreditavam está comprando bitcoin. Há um espaço para inserção de cédulas e, ao lado, um dispositivo que emite o comprovante do valor adquirido em Bitcoins. De fácil utilização, com a marca da Bitofertas, o equipamento continha uma espécie de gaveta na parte traseira, para a coleta do valor, ela estava na garagem de um dos envolvidos junto com umas motocicletas também apreendidas.

Autoridades participantes da operação ressaltou que é importante dizer que não há nada de “ilegal com a máquina, ela apenas ilustra que o comércio existe”. No entanto, o presidente da ONG, esclarece que está máquina foi apresentada pelo grupo Minerworld, liderados por Cícero Saad Cruz e demais envolvidos nos eventos de captação. Neste caso, eram chamados membros afiliados. A ação foi realizada pela PF e Receita Federal, com apoio de policiais civis.

É importante saber que o Banco Central do Brasil (BC), é a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), não autoriza o funcionamento das empresas que negociam as moedas virtuais ou guardam chaves, senhas ou outras informações cadastrais dos usuários. Não existe nenhuma regulamentação quanto a isso, nem supervisão pela instituição. Conforme afirmou o delegado, não há nenhuma legislação específica sobre o tema no Brasil. Ou seja, o cidadão que decidiu usar os serviços prestados por essas organizações deve estar ciente de possíveis fraudes, ou condutas inadequadas, que podem resultar em perdas patrimoniais.

Lembrando que as supostas criptomoedas é um gênero, do qual o Bitcoin é uma espécie. Existem outras tantas. “A mais famosa é essa, que foi a primeira a surgir e ainda se mantém como uma das mais populares” salienta. De acordo com o chefe da Delecor, o investimento é um meio de troca descentralizado que se utiliza de uma tecnologia que eles chamam de blockchain e criptografia para assegurar a validade das transações e a criação de novas unidades da moeda. “O Blockchain seria um livro registro contábil digital, que opera em uma rede ponto a ponto (em dezenas de milhares de computadores, não existe uma precisão de dados), que eles chamam. Todos têm uma cópia do histórico de transações”, enfatiza.

Quanto à segurança do investimento, o delegado frisa que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também não trata a criptomoeda como ativo, e também não regulamenta. “A Receita Federal, por outro lado, considera como ativo, menciona, conforme os regulamentos dela, que deve ser declarado para fins de imposto de renda. Então, existe um vácuo, uma ausência de regulamentação”, destaca. No caso da empresa de Novo Hamburgo, houve uma investigação porque foram constatadas irregularidades. “A empresa era apresentada como uma instituição que fazia investimentos em criptomoedas e prometia um percentual de 15%, em um mês, o que fugia bastante do tradicional do sistema financeiro”, detalha.

Mais uma vez, o delegado enfatiza que não é crime investir em criptomoeda. “Eles diziam que fariam o investimento, de acordo com as apurações da Receita Federal, que atuou em conjunto no caso, os investimentos eram os tradicionais: renda fixa com variação de até 1% ao mês”. “Diferente do que era prometido, agiam como instituição financeira, por isso que foi considerada, em tese, uma atuação criminosa”, explica. De acordo com a PF, mais de 60 imóveis foram bloqueados na ofensiva, mais de 36 carros apreendidos e R$ 1.154.489 recolhidos, além de dólares americanos, francos suíços e euros. “Isso tudo é para resguardar o investimento das pessoas, para que possa haver ressarcimento.” Continuou “O pedido de devolução dos montantes deve ser feito através de um advogado”.

Foto. Divulgação PF/RS

A estimativa é de que 55 mil clientes aplicaram nesta empresa em todo o País. Há investidores em todos os estados da federação, com exceção de Roraima. As maiores movimentações foram de clientes de Caxias do Sul, Porto Alegre e Novo Hamburgo.

Veja no infográfico onde o grupo conseguiu atrair o maior numero de vitimas

Foto. Infográfico do locais onde ocorreu os depósitos

O presidente da ONG esclarece que o fato do delegado afirmar não é crime investir em criptomoedas, não há garantia que é seguro investir nessas empresas que operam com este tipo de ativo, o investidor pode responder pelos mesmos crimes, pois a forma adotada por essas empresas para que o investidor tenha lucro, está na espécie de contribuição para o crime, já que tem que formar uma rede. O que se pode ver, é que a maioria deste tipo de empresa fecha em média de um a três anos e aparecem  divulgando que foram roubadas, hackeadas e os consumidores ficam no prejuízo, isso tem acontecido com frequência.

Ainda afirma que, mesmo que a empresa esteja no mercado ha anos, não há segurança nenhuma, enquanto não tiver regulamentação. Até mesmo empresas, como Facebook e outras grandes mídias, que vem anunciando que vai lançar sua própria criptomoeda, também não é seguro, essas instituições já demonstraram que não é digna de confiança, já que vasaram dados de usuários, não custa fazer o mesmo com as criptomoedas, por esta razão afirma que é preciso que o governo intervenha nesta situação no país.

Em relação à segurança dessas informações digitais tanto das moedas como os dados dos consumidores, estão absolutamente vulneráveis. Essas instituições só investe em marketing, para atrair mais pessoas para o esquema, neste sentido a grandes chances que esses supostos roubos sejam praticados pelos próprios donos dessas empresas, quando estão perto de falir ou quando já possui um montante suficiente para dividir com o grupo, como é o caso da Minerworld, que diz ter sido roubada por hackers que supostamente criou uma plataforma idêntica a da Poloniex.

No entanto esse tipo de ataque é muito comum e fácil de saber que você está sendo direcionado para um site FAKE, é preciso entender praticamente nada de informática para não cair num golpe desses, que não é o caso do usuário da Minerworld que diz ter sido roubado, tanto que a Poloniex, empresa norte americana envolvida no caso, nega ter responsabilidade e afirmou que não tem o que devolver pelas razões alegadas pela Minerworld.

 

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