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Advogados do pai de Henry Borel esperam pena máxima para mãe e Dr. Jairinho

 

Por Zoh Andrade

15.04.2021 22:30hrs

 

O desfecho da investigação sobre a morte de Henry Borel, de 4 anos, no Rio de Janeiro, segue indefinido. Os advogados criminalistas contratados pelo pai do menino, Leniel Borel, conversaram com exclusividade com o Correio e explicaram detalhes do caso.

“A conclusão do relatório está acontecendo e, para esse homicídio duplamente qualificado, pela tortura e sem possibilidade de a vítima prover a sua própria defesa, esperamos a pena máxima e com todo e total rigor da lei para os dois, Dr. Jairinho e a mãe (de Henry), Monique”, afirma o especialista em direito criminal Ailton Barros. O também advogado criminalista Leonardo Barreto auxilia a acusação no caso.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista com os advogados:

Além da fala da criança, dizendo que “o tio abraça forte”, tiveram outras suspeitas de que o menino sofria agressão?

Leonardo Barreto – Na verdade, neste momento e no período desse relato, o que nós tínhamos é que o menino dizia que o “tio abraçava forte” e que isso incomodava a criança. Quanto ao episódio que foi relatado agora que ele ficava mancando e tinha caído, na verdade, tudo que se reportava à mãe, ela justificava dizendo que ele tinha caído. Todo machucado que aparecia no garoto e o pai reportava à mãe ela falava que ele tinha se machucado brincando ou algo do tipo. Vamos combinar, que é muito normal uma criança de 4 anos se machucar enquanto brinca de bola ou outras brincadeiras. Até então não havia machucados que denotavam uma agressão.

Há registros de primeiros socorros que foram realizados?

LB – Eles falaram que não houve primeiros socorros da parte do Dr. Jairinho, que ele não fez, quem me parece que tentou fazer alguma coisa foi a Monique, mãe do garoto.

Uma atendente de um salão de beleza disse que ouviu uma ligação da mãe do menino, na qual ele pedia que Monique voltasse imediatamente para casa, pois estava sendo vítima de Jairinho. A mesma moça disse que ela ligou para o marido e gritou com ele. Há indícios disso?

LB – Foi um depoimento em que realmente essa pessoa relatou este episódio. Temos que saber quantos dias esse fenômeno ocorreu antes da morte do menino. Porque não é natural. Se você é mãe e te ligam dizendo que seu filho está apanhando ou sendo agredido, você vai sair do salão e ir ver seu filho, você vai parar o que você está fazendo e ir atrás dele. Isso é um comportamento natural de um ser humano comum, ela não fez isso e continuou no salão de beleza. Poderia estar gritando e esperneando, mas ela não abriu mão da beleza dela. Isso é bem estranho.

Fonte:Correio Brasilense

Edição:Zoh Andrade

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