Brasil registrou 105.776 casos de Covid-19 e 816 óbitos decorrente da doença nas últimas 24 horas.

A Fiocruz faz o país avançar na autossuficiência na produção de imunizantes que foi uma aposta do Ministério da Saúde

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Programa de Vacinação Nacional (PNI) avança e números de contaminações e mortes por Covid-19 caem.

Foram 183.740 contaminações e 1.540 óbitos em 3 dias, os números estão em queda

Brasil registrou 105.776 casos de Covid-19 e 816 óbitos decorrente da doença nas últimas 24 horas.

Os números foram informados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde

Houve queda em 14.773 casos e 38 óbitos a menos comparando com terça-feira da semana anterior.

14.773 casos (-12,25%) e 38 óbitos (-4,45%) a menos que terça-feira passada. – Menor média de casos (98.896) desde 18 de janeiro, quando estava em 83.205. – Primeira vez que a média de casos fica abaixo de 100 mil após 32 dias acima.

– Menor número de casos em uma terça desde 11/01, quando foram registrados 70.765. – Menor número de óbitos em uma terça desde 25/01, quando foram registrados 487 óbitos.

– Média de casos com queda de 21,55% em relação a 7 dias atrás, e de 40,14% em relação a 14 dias atrás. – Enquanto isso, a média de óbitos tem queda de 2,5% quando comparado a 7 dias atrás, e de 0,12% em relação a 14 dias.

O Brasil deu um importante passo no combate à pandemia, as primeiras doses da vacina Covid-19 produzidas em solo brasileiro pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foram aplicadas no fim desta tarde.

A Fiocruz faz o país avançar na autossuficiência na produção de imunizantes que foi uma aposta do Ministério da Saúde, traçada desde o início das pesquisas comandadas pela Universidade de Oxford, para soberania do Brasil, na fabricação da vacina em território nacional.

O evento contou com a participação dos ministros da Saúde, Marcelo Queiroga; da Casa Civil, Ciro Nogueira; e do ministro da Cidadania, João Roma. Participaram também o Secretário Especial de Assuntos Estratégicos do Governo Federal, Eduardo Pazuello, e a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, entre diversas outras autoridades.

“A data é marcante, não só para o nosso Sistema Único de Saúde, mas para o nosso país, porque representa a nossa liberdade do Brasil em relação à produção de vacina Covid-19 com IFA nacional. É um grande salto para o nosso país. Isso representa uma grande aposta no fortalecimento do complexo industrial da saúde, que é indissociável, para um país que há 30 anos apostou em construir o maior sistema de acesso universal e gratuito do mundo”, contou Queiroga.

A Fiocruz já conta com cerca de 550 mil doses da vacina nacional pronta para serem enviadas ao Ministério da Saúde nos próximos dias. Após a entrega e a liberação do controle de qualidade, os imunizantes serão distribuídos a todos os estados e o Distrito Federal.

Quem recebeu a primeira dose do imunizante produzido em solo brasileiro não conteve a emoção. “Fiquei bem emocionada. Estava aguardando a minha dose de reforço. Essa vacina chegou para a nossa esperança em dias melhores”, afirmou a advogada pernambucana Juliana François, que mora há quatro anos em Brasília, e foi a primeira brasileira a receber o imunizante nacional. “Agora, é mais felicidade e esperança em dias melhores”, concluiu.

Fortalecimento do parque industrial

A produção do imunizante brasileiro só foi possível pela articulação do governo brasileiro com o britânico para que a transferência de tecnologia entre a farmacêutica AstraZeneca e a Fiocruz fosse possível, cuja transação contou com um investimento de R$ 1,9 bilhão. Com a assinatura do contrato, que foi realizada ainda em junho de 2021, o Brasil passou a ter capacidade para produzir o IFA em solo brasileiro e, consequentemente, ter uma vacina 100% nacional.

Transações como essa são consideradas de alta complexidade, e costumam levar de 5 a 10 anos até a conclusão. Porém, frente à emergência sanitária, o Brasil cumpriu esse processo em tempo recorde. As instalações do laboratório da Fiocruz receberam as Condições Técnico-Operacionais (CTO), bem como o certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF) para a produção do IFA, ainda em abril de 2021, concedidas pela Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa).

A produção dos primeiros lotes do IFA começou ainda em julho de 2021 e, desde então, o IFA vem sendo produzido na sede da Fiocruz, em Bio-Manguinhos.

“Hoje é um dia histórico de uma instituição centenária, ano em que também comemoraremos 150 anos do nascimento de Oswaldo Cruz. Hoje, a Fiocruz disponibiliza à sociedade brasileira, através do Ministério da Saúde, as primeiras doses da vacina nacional para a Covid-19. Não se trata de uma ação isolada. Ela foi tomada em conjunto com o Ministério da Saúde em um processo que se iniciou em abril de 2020. A conquista tem importância fundamental, não só para a nossa instituição, mas para a história do nosso país”, contou Nísia Andrade, presidente da Fiocruz.

O ingrediente passou por várias etapas até receber o segundo registro em novembro de 2021 e a aprovação em janeiro de 2022. A produção do agente imunológico confere independência ao Brasil das outras nações. Antes, a Fiocruz precisava importar o IFA de outros países para produzir o imunizante. Além disso, o país passa a ser, não só produtor da vacina contra a doença, mas também exportador do imunizante, o que dará suporte às Campanhas de Vacinação contra a Covid-19 e ajudará outros países, como os da América Latina, frente à pandemia.

Para a Campanha de Vacinação contra a Covid-19, o Governo Federal adquiriu mais de 660 milhões de doses de vacina. Até agora, 430 milhões foram distribuídas às unidades federativas e 380,8 milhões foram aplicadas nos braços dos brasileiros. Com o avanço na vacinação, o Brasil chega a 171,2 milhões de brasileiros com a primeira dose. Além disso, 155 milhões de pessoas completaram o ciclo vacinal.

 

Data: 22/02/2022, 18h Casos • 105.776 no último período • 28.351.327 acumulados *Óbitos • 816 no último período • 645.420 acumulados

Quarta Semana de Fevereiro: Casos e Óbitos

Sábado:

Sexta-feira:

Quinta-feira:

Quarta-feira:

Terça-feira: 105.776 – 816

Segunda-feira: 37.339 – 318

Domingo: 40.625 – 406

 

Terceira Semana de Fevereiro: Casos e Óbitos

Sábado: 108.725 – 851

Sexta-feira: 121.027 – 1.127

Quinta-feira: 131.049 – 1.128

Quarta-feira: 147.734 – 1.085

Terça-feira: 120.549 – 854

Segunda-feira: 58.540 – 473

Domingo: 54.220 – 314

 

Segunda Semana de Fevereiro: Casos e Óbitos

Sábado: 140.234 – 896

Sexta-feira: 166.009 – 1.135

Quinta-feira: 164.066 – 943

Quarta-feira: 178.814 – 1.264

Terça-feira: 177.027 – 1.189

Segunda-feira: 66.583 – 428

Domingo: 59.737 – 391

 

Primeira Semana de Fevereiro: Casos e Óbitos

Sábado: 197.442 – 1.308

Sexta-feira: 184.311 – 493

Quinta-feira: 298.408 – 1.041

Quarta-feira: 172.903 – 893

Terça-feira: 193.465 – 929

Segunda-feira: 77.947 – 284

Domingo: 134.175 – 330

Foram 1.258.651 contaminações e 5.278 óbitos em 7 dias

Vacina Salva

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