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terça-feira, setembro 28, 2021
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Câmara rejeita PEC do voto impresso

Os Congressistas não aceitaram o desfile de tanques e armamentos das Forças Armadas patrocinado pelo governo, que foi  interpretado por muitos como tentativa de intimidação do Parlamento.

A Câmara Federal rejeitou nesta terça-feira (10/8) por 218 votos contra e 229 a favor da PEC 135/19 da Deputada Bia Kicis,  do voto impresso.

 

A Proposta de Emenda à Constituição  (PEC) 135/19 estabelece que, “no processo de votação e apuração das eleições, dos plebiscitos e dos referendos, independentemente do meio empregado para o registro do voto, é obrigatória a expedição de cédulas físicas conferíveis pelo eleitor”. Conforme a proposta, as cédulas serão depositadas, “de forma automática e sem contato manual, em urnas indevassáveis, para fins de auditoria.”

 

A PEC pretendia determinar a impressão de cédulas físicas, para que pudesse ser conferida pelo eleitor na urna.

 

Por tratar de ser uma emenda à Constituição, era necessário para ser aprovada, se tiverem 308 deputados em 2 turnos. Como não teve os votos necessários, foi arquivada.

 

A Deputada Bia Kicis colocou no seu perfil na rede social Twitter.

 

“Precisávamos de 308 votos, conseguimos 229 apenas. A Câmara enterrou a possibilidade de auditarmos as eleições. Uma lástima”! “Agradeço ao povo brasileiro que ficou firme nessa luta. Parabéns a esse povo guerreiro”.

 

“A democracia do Plenário desta Casa deu uma resposta a este assunto e, na Câmara, espero que este assunto esteja definitivamente enterrado”, Arthur Lira.

 

O presidente da Câmara Federal Arthur Lira escreveu 4 dias atrás que “Não contem comigo com qualquer movimento que rompa ou macule com a independência e a harmonia entre os poderes, ainda mais como chefe do poder que mais representa a vontade do povo brasileiro. Esse é o meu papel e não fugirei jamais desse compromisso histórico e eterno”.

 

Para Lira, o desfile de tanques na Esplanada nesta terça é uma “trágica coincidência”

 

O Presidente da Câmara,  Arthur Lira disse que esse desfile é inédito, mas não acredita que tenha relação com a votação sobre o voto impresso

“Dizemos não às intimidações, não à desestabilização das eleições, não à tentativa de golpe de Bolsonaro. Queremos no ano que vem eleições limpas, seguras, tranquilas e pacíficas, como o sistema atual garante”, Alessandro Molon, líder da oposição

O líder do Partido Novo (RJ), Paulo Ganime, colocou a culpa da derrota ao Presidente Jair Bolsonaro. 

 

“A Câmara rejeitou hoje a PEC 135, que incluiria na CF o direito de um voto impresso, conferível pelo eleitor e auditável. O objetivo da PEC era trazer mais segurança ao processo eleitoral, garantindo que o cidadão confira o registro do voto em papel”. Paulo Ganime

 

Bolsonaro é o maior culpado pelo placar registrado no Plenário da Câmara. “Se o debate está acalorado e com grandes chances de ser derrotado, eu credito isso ao presidente Jair Bolsonaro, que colocou uma disputa ideológica em um tema técnico e ameaçou as eleições do ano que vem. Isso não contribuiu nem um pouco para o debate.” Paulo Ganime

 

“Também não seria necessário constitucionalizar a impressão do voto, mas apenas o direito ao voto auditável e conferível pelo eleitor. A constitucionalização da impressão burocratiza a adoção de futuras tecnologias que tornem a conferência do voto mais eficiente e segura”. Paulo Ganime

 

Os Congressistas não aceitaram o desfile de tanques e armamentos das Forças Armadas patrocinado pelo governo, foi  interpretado por muitos como tentativa de intimidação do Parlamento.

 

O deputado Wolney Queiroz (PDT-PE) disse que “Bolsonaro promove uma cortina de fumaça para esconder as mazelas do Brasil. O voto impresso foi mais uma manobra para desestabilizar a democracia. Não vamos ajudar a criar narrativa para que Bolsonaro e sua orda possam questionar os resultados das eleições do ano que vem”. A bancada do PDT votou NÃO!

 

Os Congressistas não aceitaram o desfile de tanques e armamentos das Forças Armadas patrocinado pelo governo, que foi  interpretado por muitos como tentativa de intimidação do Parlamento.

 

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