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sábado, novembro 27, 2021
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CPI da Pandemia ouve nesta quarta-feira, o empresário Luciano Hang

Luciano é suspeito de patrocinar o chamado "gabinete paralelo", grupo de apoiadores de Jair Bolsonaro.

A CPI da Pandemia ouve nesta quarta-feira (29/9), o empresário Luciano Hang, dono das lojas de varejo Havan. 

A solicitação é do relator da Comissão, senador Renan Calheiros, devido à suposta participação do empresário em campanhas em defesa de tratamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19 e contrárias às vacinas.

Luciano é suspeito de patrocinar o chamado “gabinete paralelo”, grupo de apoiadores de Jair Bolsonaro.

Na quarta-feira (22/9), no depoimento do diretor-executivo da Prevent Sênior, Pedro Benedito Batista Júnior, o Senador Randolfe Rodrigues apresentou o dossiê elaborado por 15 médicos contra a Prevent Senior, entregue à CPI da Covid, que afirma que a declaração de óbito da mãe de Luciano Hang, Regina Hang, “foi fraudada”. Segundo os ex-funcionários, o documento que atesta a morte “omitiu o real motivo do falecimento”, que seria por Covid-19.

Na ocasião, Luciano Hang relatou, em vídeo publicado em redes sociais, que a mãe estava assintomática e com “quase 95% do pulmão tomado” quando foi levada ao hospital. “Eu me questiono: será que se eu tivesse feito o tratamento preventivo, eu não teria salvado a minha mãe?”, disse o empresário na gravação.

O empresário Hang desacredita no dossiê enviado para a CPI

“Qual é o limite para a maldade humana, para a falta de caráter, de escrúpulos? Quando não têm argumentos, partem para o ataque da honra, da família e da própria mãe. Não vou aceitar tanta canalhice quieto. Fiz tudo o que podia pelos meus pais a vida inteira. O que construí foi para dar a eles uma vida melhor e mais justa. Dois trabalhadores de chão de fábrica, pessoas honestas e maravilhosas, que eu tanto amei. Fomos muito felizes juntos e agradeço imensamente a Deus por ter compartilhado meus dias com eles. Como qualquer filho, quando minha mãe ficou doente, eu fui para a guerra com todas as armas que eu tinha. É esse o meu crime? Minha mãe tinha 82 anos, fazia parte do grupo de risco, ficava em casa e mesmo assim pegou a doença. Ela era cardíaca, tinha diabetes, insuficiência renal, sobrepeso e outras comorbidades. Tomava dezenas de medicamentos diariamente, por isso não fizemos tratamento preventivo, aquele realizado antes de contrair o vírus. Quando os sintomas apareceram levamos para São Paulo e a doença evoluiu rápido. Lutamos com ela por mais de um mês, nesse tempo o Covid passou, mas ficaram as complicações por conta das comorbidades e, por isso, infelizmente elas se foi. Tenho total confiança nos procedimentos adotados pela Prevent Senior e que tudo que era possível foi feito. Deixei claro a causa do falecimento de minha mãe em várias manifestações públicas e nas redes sociais, nunca foi segredo. Lamento que um assunto tão delicado seja usado como artifício político para me atingir, pelo simples fato de eu não concordar com as ideias de alguns membros que fazem parte dessa CPI. Medem os outros pela própria régua. Só quem perde uma mãe sabe a dor que é”. Luciano Hang

 

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