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Diretores da ANVISA repudiam declarações de Bolsonaro em sua Live na quinta-feira (16/12)

O serviço público aqui realizado, no que se refere à análise vacinal, é pautado na ciência e oferece ao Ministério da Saúde, o gestor do Plano Nacional de Imunizações (PNI)

Os servidores da agência criticaram atitude do presidente em querer divulgar nomes envolvidos na aprovação da vacina contra a covid-19 para crianças.

Nota da ANVISA

 

Em relação às declarações do Sr. presidente da República durante Live em mídia social nesta quinta-feira, 16 de dezembro de 2021, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária comunica:

 

A ANVISA, órgão do Estado brasileiro, vem a público informar que seu ambiente de trabalho é isento de pressões internas e avessas a pressões externas.

O serviço público aqui realizado, no que se refere à análise vacinal, é pautado na ciência e oferece ao Ministério da Saúde, o gestor do Plano Nacional de Imunizações (PNI), opções seguras, eficazes e de qualidade.

 

Em outubro do corrente ano, após seus dirigentes e seu corpo funcional sofrerem ameaças de morte e de toda a sorte de atos criminosos por parte de agentes antivacina, no escopo da vacinação para crianças, esta Agência Nacional se encontra no foco e no alvo do ativismo político violento.

 

A ANVISA é líder de transparência em atos administrativos e todas as suas resoluções estão direta ou indiretamente atreladas ao nome de todos os nossos servidores, de um modo ou de outro.

 

A ANVISA está sempre pronta a atender demandas por informações, mas repudia e repele com veemência qualquer ameaça explícita ou velada, que venha constranger, intimidar ou comprometer o livre exercício das atividades regulatórias e o sustento de nossas vidas e famílias: o nosso trabalho, que é proteger a saúde do cidadão.

 

Antonio Barra Torres, diretor-presidente

 

Meiruze Sousa Freitas, diretora

 

Cristiane Rose Jourdan Gomes, diretora

 

Rômison Rodrigues Mota, diretor

 

Alex Machado Campos, diretor

 

 

 Anvisa aprovou na quinta-feira (16/12) a indicação da vacina Comirnaty para imunização contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos de idade. A aprovação permite o início do uso da vacina no Brasil para esta faixa etária. 

A autorização veio após uma análise técnica criteriosa de dados e estudos clínicos conduzidos pelo laboratório. Segundo a equipe técnica da Agência, as informações avaliadas indicam que a vacina é segura e eficaz para o público infantil, conforme solicitado pela Pfizer e autorizado pela Anvisa. 

A avaliação da Agência levou 21 dias, descontados os 14 dias que a Pfizer utilizou para responder exigências técnicas da Anvisa. 

Tampa laranja e outros detalhes sobre a vacina 

A vacina para crianças tem dosagem e composição diferentes daquela utilizada para os maiores de 12 anos. 

A formulação da vacina para crianças será aplicada em duas doses de 0,2 mL (equivalente a 10 microgramas), com pelo menos 21 dias de intervalo entre as doses. 

A tampa do frasco da vacina virá na cor laranja, para facilitar a identificação pelas equipes de vacinação e também pelos pais, mães e cuidadores que levarão as crianças para serem vacinadas. Para os maiores de 12 anos, a vacina, que será aplicada em doses de 0,3 mL, terá tampa na cor roxa.  

A vacina também tem esquema de conservação diferente, já que pode ficar por 10 semanas em temperatura de 2ºC a 8ºC. 

Anvisa contou com especialistas externos 

Para a avaliação da ampliação da faixa etária dessa vacina, a Agência contou com a consulta e o acompanhamento de um grupo de especialistas em pediatria e imunologia que teve acesso aos dados dos estudos e resultados apresentados pelo laboratório. 

O olhar de especialistas externos foi um critério adicional adotado pela Anvisa para que o uso da vacina por crianças fosse aprovado dentro dos mais rigorosos critérios, considerando para isso o conhecimento de profissionais médicos que atuam no dia a dia com crianças e imunização. 

Participaram especialistas da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). 

Histórico da vacina no Brasil  

12 de novembro – Pedido de inclusão da faixa etária de 5 a 11 anos chega à Anvisa. 

23 de novembro – Agência envia exigências técnicas ao laboratório. 

3 de dezembro – Anvisa se reúne com especialistas externos para tratar sobre a vacina. 

6 de dezembro – Exigências são respondidas pela Pfizer. 

12 de dezembro – Anvisa realiza reunião com representantes de sociedades médicas e Pfizer. 

16 de dezembro – Anvisa autoriza a vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos de idade. 

A vacina da Pfizer está registrada no Brasil desde o dia 23 de fevereiro de 2021. Em 11 de junho deste ano, a Anvisa já havia autorizado a indicação da vacina para a faixa etária de 12 a 16 anos. 

Quando começa a vacinação 

A aprovação da Anvisa permite que a vacina já seja usada no país para a faixa etária de 5 a 11 anos. A chegada do imunizante aos postos depende do calendário e da logística do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI/MS), que coordena a distribuição das vacinas por meio de programas públicos no Brasil. 

 

Veja também

CDC endossa as recomendações atualizadas de vacinas Covid-19 da ACIP

 

A diretora do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos), Rochelle Walensky, na quinta-feira (16/12), endossou, uma preferência clínica, as recomendações atualizadas da vacina COVID-19 do ACIP (Comitê Consultivo em Práticas de Imunização), expressando uma preferência por indivíduos com 18 anos ou mais para receber vacinas de mRNA (Pfizer-BioNTech & Moderna) contra Covid-19, em vez de vacinas de vetor viral Johnson & Johnson (J&J).

 

A recomendação foi unânime do ACIP que seguiu uma discussão robusta das evidências mais recentes sobre a eficácia da vacina.

 

Esta recomendação atualizada do CDC segue recomendações semelhantes de outros países, incluindo Canadá e Reino Unido. Dado o estado atual da pandemia aqui e ao redor do mundo. O ACIP reafirmou que receber qualquer vacina é melhor do que não ser vacinado.

CDC endossa as recomendações atualizadas de vacinas Covid-19 da ACIP

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