terça-feira, maio 24, 2022
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Entenda as mutações do SARS-CoV-2

Durante uma pandemia são criados milhares de variações genéticas do vírus original causador da Covid-19.

Todos os vírus, incluindo o SARS-CoV-2, mudam com o tempo. Para que ocorram as mutações o vírus tem que adaptar ao ambiente para sobreviver.

 

Ao invadir uma célula, o vírus entrega seu material genético aos ribossomos, estruturas nas quais são produzidas as proteínas das células. Desta forma, os ribossomos montam as cópias do vírus. Quanto mais oportunidades um vírus tiver de se espalhar, mais chances ele terá de se replicar e mudar.

 

A mutação é um processo natural e evolutivo, ainda mais se o organismo em questão tiver em sua constituição tiver ácido ribonucleico (RNA, o material genético do vírus), como é o caso do SARS-CoV-2. Os ribossomos montam as cópias do vírus. Nem sempre que cópias acontecem, pode ocorrer um erro na réplica.

 

Durante o processo de mutações, uma ou outra mutação pode acontecer quando o hospedeiro passa o vírus adiante. E vai produzindo cópias até se tornar uma variante.

Desta forma, quanto menos o vírus for transmitido, menos as chances de ele sofrer mutações.

 

Neste caso a importância da assepsia, que são medidas de proteção como usar máscaras e higienizar as mãos com sabão e álcool em gel, tossir/espirrar com cotovelo dobrado ou em lenço de papel, evitar aglomerações e manter o distanciamento social, além de completar o esquema vacinal contra a Covid-19.

São essas as iniciativas que funcionam contra todas variantes da Covid-19.

Quando um vírus está circulando amplamente em uma população, e causando muitas infecções, a probabilidade de sofrer mutação aumenta. Quanto mais oportunidades um vírus tem de se espalhar, mais ele se replica.

 

Durante uma pandemia são criados milhares de variações genéticas do vírus original causador da Covid-19. Muitas variantes não eram letais e abatidos pelos próprios sistemas de defesa dos organismos.

 

Outras variantes contagiosas e letais foram surgindo como a variante amazônica, indiana, do Reino Unido, ou pelas letras e números de seu nome oficial (B.1.1.7, P.1, C.37), as novas cepas passaram a ser batizadas pelos nomes de letras do alfabeto grego: alfa, beta, gama, delta, épsilon, zeta, eta, Ômicron e assim por diante

 

Foi uma forma que a Organização Mundial de Saúde começou a utilizar para evitar discriminação do país de origem da variante como ocorreu com a Variante Ômicron em países da África.

 

Durante o processo de transmissão e dependendo de onde as alterações estão localizadas no material genético do vírus, podem afetar as propriedades de um vírus, como a transmissão (pode se espalhar mais ou menos facilmente) ou gravidade (pode causar doenças mais ou menos graves) do Sars-CoV-2, que é o vírus causador da Covid19.

 

Algumas dessas linhagens da evolução genética do Sars-CoV-2, estão sob vigilância em todo o mundo, a fim de compreender o seu papel, quanto ao aumento significativo de transmissibilidade e patogenicidade, e por consequência, o impacto nos sistemas de saúde com a elevação das taxas de hospitalização.

 

A maioria das mutações genéticas, entretanto, não causa um impacto significativo no comportamento da doença. Algumas, inclusive, são prejudiciais ao próprio vírus, representando um resultado benéfico ao hospedeiro.

 

Os cientistas estudam se o Sars-Cov-2 e suas variantes estão se tornando mais letal ou contagioso. Isto inclui se as variantes apresentam alterações significativas na imunogenicidade.

 

Desta forma: quando um agrupamento viral desenvolve uma capacidade de transmissão, de se multiplicar, de produzir sintomas nos infectados, ou de estimular resposta no organismo que difere do seu ascendente, ele constitui uma cepa.

 

A primeira variante do Sars-CoV-2, a D614G, foi identificada no início de 2020. Em dezembro, ocorreu a identificação da cepa inglesa B.1.1.7, mais contagiosa do que a cepa original identificada em Wuhan. Depois vieram as cepas B.1.351, da África do Sul, e a de Manaus, P.1. Mais tarde surgiu a variante B.1.525, já identificada em vários países, como Nigéria, Reino Unido e Dinamarca. Outras poderão aparecer.

 

Se as mutações ocorrer apenas na proteína Spike do Sars-CoV-2, que é a parte do vírus usada pela vacina ou que é usada pelo sistema imunológico para neutralizar o vírus, uma variante pode se tornar uma cepa. Nesses casos, a vacina não fornece mais uma resposta eficaz à nova cepa do mesmo vírus, como ocorre com o vírus

 

As variantes que compõem linhagens com maior transmissão, maior patogenicidade e/ou maior escape dos mecanismos protetores induzidos pelas vacinas são denominadas variantes preocupantes.

 

Essas variantes que não influencia o aumento de gravidade, mas, a maior transmissibilidade que leva a mais pessoas doentes e, consequentemente, mais internações, é uma variante de preocupação.

Fontes

Butantã

Organização Mundial da Saúde (OMS)

Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)

Rede Covida

Instituto Evandro Chagas (IEC)

Rede Genômica Fiocruz

Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)

Instituto Leônidas & Maria Deane (Fiocruz Amazônia)

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