Estados Unidos: 7 casos presumíveis de varíola.

Monkeypox é um parente da varíola, uma doença que foi erradicada em 1980, mas é menos transmissível, causa sintomas mais leves e é menos mortal.

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Pessoas com varíola dos macacos desenvolverão um conjunto precoce de sintomas (pródromo)

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos confirmou sete casos de pessoas presumíveis de varíola. Segundo o ABC News, funcionários do CDC informaram que o risco permanece baixo e não há evidências de que o vírus tenha evoluído para ser mais transmissível.

Foram confirmados para positivo um caso em Massachusetts, um caso positivo presumido em Nova York, um no estado de Washington, dois em Utah e dois na Flórida.

Na segunda-feira (23/05), O CDC informou que serão vacinados um pequeno número de pessoas que foram expostas e não há necessidade de vacinar o público em geral contra a varíola.

Para as autoridades do CDC não há necessidade de uma campanha de vacinação em massa para o público.

No entanto, os estoques no mundo são pequenos, a vacina não está mais acessível ao público, pois sua produção foi suspensa após a erradicação global da varíola em 1980.

A vacinação anterior contra a varíola pode está contribuindo para casos mais leves da doença.

A população em todo o mundo com idade inferior a 40 ou 50 anos não toma mais a vacina, cuja proteção era oferecida por campanhas de saúde que foram descontinuadas.

Alguns especialistas indicam que é uma proteção parcial, devido à falta de informações se este grupo, desde a erradicação, ainda possuem anticorpos contra a varíola.

As autoridades de saúde dizem que muitos grupos iniciais na Europa e no Canadá ocorreram entre grupos de homens que fazem sexo com homens, com alguma transmissão contínua relatada nesta comunidade.

Não está claro como as pessoas nesses grupos foram expostas à varíola, o CDC alertou que mais casos são prováveis, e a agência agora está aumentando a conscientização entre os homens que se identificam como gays ou bissexuais.

Não há evidência de uma infecção sexualmente transmissível, é qualquer pessoa pode ser infectada, independentemente da orientação sexual.

Monkeypox, um primo menos transmissível da varíola, é transmitido por contato próximo com outra pessoa, incluindo abraços, toques ou contato pessoal prolongado.

Monkeypox é uma zoonose causada pelo Monkeypox virus, um vírus do gênero Orthopoxvirus, pertencente à família Poxviridae. A essa família, também pertencem os vírus da varíola e o vírus Vaccinia, a partir do qual a vacina contra varíola foi desenvolvida.

A varíola dos macacos é uma zoonose silvestre que ocorre geralmente em regiões de floresta da África Central e Ocidental.

Existem dois tipos de vírus da varíola dos macacos: o da África Ocidental e o da Bacia do Congo (África Central). Embora a infecção pelo vírus da varíola dos macacos na África Ocidental às vezes leve a doenças graves em alguns indivíduos, a doença geralmente é autolimitada (que não exige tratamento).

A taxa de mortalidade de casos para o vírus da África Ocidental é de 1%, enquanto para o vírus da Bacia do Congo pode chegar a 10%. As crianças também estão em maior risco, e a varíola durante a gravidez pode levar a complicações, varíola congênita ou morte do bebê, aponta a OMS.

Segundo a OMS a varíola dos macacos é uma doença transmitida às pessoas por uma variedade de animais selvagens, incluindo roedores e primatas, mas tem disseminação secundária limitada através da transmissão de pessoa para pessoa.

Tratamento e prevenção

A varíola dos macacos ressurgiu na Nigéria em 2017, após mais de 40 anos sem casos relatados.

Sem um tratamento especifico, está sendo recomendadas medidas de suporte com o objetivo de aliviar sintomas, prevenir e tratar complicações e prevenir sequelas em longo prazo. O antiviral tecovirimat está aprovado na Europa e nos Estados Unidos para uso contra orthopoxvirus, mas esse medicamento ainda não está amplamente disponível e seu uso é recomendado no contexto de ensaios clínicos.

Durante os surtos de varíola, o contato próximo com outros pacientes é o fator de risco mais importante para a infecção. Na ausência de um tratamento ou vacina específica, a única maneira de reduzir a infecção nas pessoas é conscientizá-las sobre os fatores de risco e educá-las sobre as medidas que podem ser tomadas para reduzir a exposição ao vírus. Medidas de vigilância e detecção rápida de novos casos são essenciais para conter surtos epidêmicos.

Mais de 100 casos foram confirmados fora das regiões em que a enfermidade é endêmica, em 16 países no total: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Israel, Itália, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, Suécia e Suíça.

Sintomas da doença

Os sintomas iniciais da varíola dos macacos incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfonodos inchados, calafrios e exaustão. Lesões na pele se desenvolvem primeiramente no rosto e depois se espalham para outras partes do corpo, incluindo os genitais. As lesões na pele parecem as da catapora ou da sífilis até formarem uma crosta, que depois cai.

Os sintomas da varíola dos macacos podem ser leves ou graves, e as lesões na pele podem ser pruriginosas ou dolorosas. Casos mais leves de varíola podem passar despercebidos e representar um risco de transmissão de pessoa para pessoa. É provável que haja pouca imunidade à infecção naqueles que viajam ou são expostos de outra forma, pois a doença endêmica geralmente é limitada a partes da África Ocidental e Central.

 

Incubação

O período de incubação da varíola dos macacos é geralmente de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias. Por isso pessoas infectadas precisam ficar isoladas e em observação por 21 dias.

Pródromo: sintomas que aparecem antes de uma doença

Pessoas com varíola dos macacos desenvolverão um conjunto precoce de sintomas (pródromo). Uma pessoa pode às vezes ser contagiosa durante esse período.

O CDC está pedindo aos profissionais de saúde nos EUA que estejam alertas para pacientes que tenham doenças erupções cutâneas consistentes com varíola, independentemente de terem viagens ou fatores de risco específicos para varíola e independentemente do gênero ou orientação sexual.

Uma característica que distingue a infecção com varíola do macaco da varíola é o desenvolvimento de linfonodos inchados (linfadenopatia). O inchaço dos gânglios linfáticos pode ser generalizado (envolvendo muitos locais diferentes no corpo) ou localizado em várias áreas (p. ex., pescoço e axilas).

Logo após o pródromo, aparece uma erupção cutânea. As lesões geralmente começam a se desenvolver simultaneamente e evoluem juntas em qualquer parte do corpo. A evolução das lesões progride através de quatro estágios – macular, papular, vesicular e pustulosa – antes da formação de crostas e resolução.

Este processo acontece durante um período de 2-3 semanas. A gravidade da doença pode depender da saúde inicial do indivíduo, da via de exposição e da cepa do vírus infectante (grupos genéticos de vírus da África Ocidental vs. da África Central, ou clados). A varíola da África Ocidental está associada a doenças mais leves, menos mortes e transmissão limitada de humano para humano. As infecções humanas com o clado do vírus da varíola do macaco da África Central são tipicamente mais graves em comparação com aquelas com o clado do vírus da África Ocidental e têm uma mortalidade mais alta. A disseminação de pessoa para pessoa está bem documentada para o vírus da varíola dos macacos da África Central.

  • As lesões são bem circunscritas, profundas e frequentemente desenvolvem umbilicação (se assemelha a um ponto no topo da lesão)
  • As lesões são relativamente do mesmo tamanho e mesmo estágio de desenvolvimento em um único local do corpo (ex: pústulas na face ou vesículas nas pernas)
  • Febre antes da erupção
  • Linfadenopatia comum
  • A erupção cutânea disseminada é centrífuga (mais lesões nas extremidades, face)
  • Lesões nas palmas das mãos, solas dos pés
  • As lesões são frequentemente descritas como dolorosas até a fase de cicatrização, quando começam a coçar (crostas)

Cicatrizes sem caroço e/ou áreas de pele mais clara ou mais escura podem permanecer após a queda das crostas. Uma vez que todas as crostas caíram, uma pessoa não é mais contagiosa.

Este último sintoma é normalmente o que ajuda os médicos a distinguir varicela de varicela ou varíola, de acordo com a OMS .

Como se prevenir

Residentes e viajantes de países endêmicos devem evitar o contato com animais doentes (vivos ou mortos) que possam abrigar o vírus da varíola dos macacos (roedores, marsupiais e primatas) e devem abster-se de comer ou manusear caça selvagem. Higienizar as mãos com água e sabão ou álcool gel são importantes para evitar a exposição ao vírus, além de evitar contato com pessoas infectadas e usar objetos de pessoas contaminadas e com lesões na pele.

Cura

As autoridades de saúde informam que a ‘varíola do macaco geralmente se cura por conta própria, por ser uma doença leve e a maioria das pessoas se recupera em poucas semanas.

Casos de varíola dos macacos (monkeypox) vêm sendo reportados em diversos países não endêmicos da doença, sendo uma potencial ameaça para a saúde global.

O tratamento é essencialmente de suporte, com foco em alívio sintomático e tratamento de complicações. No ambiente hospitalar, recomenda-se adoção de precauções de contato e respiratória, com proteção adequada para o caso de procedimentos com potencial para gerar aerossóis.

Fontes consultadas: OMS, ABC NEWS, BBC NEWS, INSTITUTO BUTANTÃ, Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), Portal PEBMED.

Fontes consultadas: OMS, ABC NEWS, BBC NEWS, INSTITUTO BUTANTÃ, Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), Portal PEBMED, Euronews.

Jornalista Hernane Amaral,

Portal GmundoNews

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