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Imunidade completa, com 1ª e 2ª doses, “ajuda substancialmente” contra a variante delta da Covid-19, afirma Dimas Covas

O presidente do Butantan defendeu a antecipação da aplicação da 2ª dose das vacinas que precisam de três meses de intervalo, e lembrou que a CoronaVac completa seu esquema vacinal em até 28 dias

Publicado em: 07/07/2021

Nesta quarta (7), o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, informou que completar o esquema vacinal contra a Covid-19 conforme a recomendação de cada fabricante contribui na proteção contra a variante delta (B.1.617.2 ou indiana) do SARS-CoV-2. A recomendação foi feita durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, ao lado do governador João Doria, do secretário estadual de saúde, Jean Gorinchteyn, e de outras autoridades.

“O fato de você ter a imunidade completa ajuda e ajuda substancialmente”, afirmou Dimas. “Essa variante delta é uma preocupação não só do Brasil, mas do mundo. Nesse momento é a variante que penetrou o maior número de países e surpreendeu nações como Israel e Reino Unido, onde já está presente em percentuais elevados. A tendência, dado que ela é mais rápida na sua disseminação, é que seja a variante que vai predominar no mundo.”

A CoronaVac, vacina do Butantan e da farmacêutica Sinovac contra a Covid-19, já foi testada em laboratório na China e teve bom desempenho contra essa cepa. “Os resultados foram muito animadores. A vacina apresenta uma resposta adequada contra a variante em laboratório”, explicou Dimas.

O presidente do Butantan defendeu a antecipação da aplicação da 2ª dose das vacinas que precisam de três meses de intervalo, e lembrou que a CoronaVac completa seu esquema vacinal em até 28 dias – ou seja, a imunização se torna efetiva mais rapidamente do que a maioria das outras vacinas em uso no Brasil.

Nesta semana, foi identificado o primeiro caso de paciente de Covid-19 infectado pela variante delta no município de São Paulo. Também foram confirmados dois casos no estado do Rio de Janeiro, um na cidade de Seropédica e outro em São João de Meriti. Nenhum dos pacientes havia viajado à Índia ou tido contato com pessoas que estiveram no país asiático recentemente, o que indica transmissão comunitária.

Durante a entrevista, Dimas salientou que a dúvida dos cientistas é qual variante irá predominar no Brasil daqui pra frente – a delta ou a gama (P.1, amazônica). Atualmente, a gama é responsável por cerca de 90% dos casos de Covid-19 no estado de São Paulo, conforme acompanhamento da Rede de Alertas das Variantes do SARS-CoV-2. O período de infecção da variante gama é duas a três vezes mais rápido do que a cepa original do vírus.

“A pergunta aqui no Brasil é qual será a variante que vai dominar nos próximos meses. Obviamente, a que for mais infecciosa em termos de transmissão tende a se tornar dominante. Daí a importância fundamental nesse momento de fazermos o acompanhamento das variantes”, explicou Dimas.

Rede de Alertas das Variantes do SARS-CoV-2 é coordenada pelo Instituto Butantan e reúne laboratórios públicos e privados com o objetivo de identificar as linhagens do SARS-CoV-2 em circulação em São Paulo por meio do sequenciamento genômico de parte das amostras positivas coletadas em todo o estado. “Esse acompanhamento é fundamental para mostrar qual será a evolução da variante delta aqui no nosso meio”, completou o presidente do Butantan.

Próximas entregas da CoronaVac

Ainda nesta quarta (7), Dimas anunciou que na próxima semana o Butantan receberá uma nova carga de 12 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da China, suficientes para a produção de 20 milhões de doses da vacina. Até agora, o instituto já entregou mais de 53 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.

“Temos feito desde meados do mês passado um enorme esforço para recuperar os cronogramas que haviam sido apresentados ao Ministério da Saúde”, afirmou o presidente do Butantan. “Agora em junho, nós tivemos as boas notícias de regularização do fornecimento de matéria-prima e isso nos permite novamente prever a conclusão do contrato com o Ministério da Saúde de fornecimento de 100 milhões de doses até o final de agosto”, completou.

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