Ipea: inflação atinge mais a população de baixa renda

O Instituto detectou que a Inflação permaneceu elevada em todas as faixas de renda em abril.

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Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), nesta segunda-feira (16/05), mostra que em abril, o impacto da inflação é maior para a população de renda mais baixa.

Em abril, o Indicador IPEA de Inflação por Faixa de Renda registrou taxas com variação entre 1,00% para as famílias com renda mais alta e 1,06% para as de renda mais baixa.

Para as famílias de renda muito baixa, o grupo “alimentação e bebidas” respondeu por 61% de toda a inflação apurada em abril. Já no segmento de renda mais alta, o maior responsável pela variação foi o grupo “transportes”, com 60%.

No segmento de renda alta, maior que R$ 17.260,14 por domicílio, a inflação foi de 1%, segundo o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda.

Na outra ponta, para a renda muito baixa, menor que R$ 1.726,01, a variação foi de 1,06%.

No acumulado em 3 meses, a inflação foi de 10,8% para a grupo de classe alta e 12% para o grupo de classe baixa.

No acumulado de 12 meses, o primeiro grupo apresenta taxas de 10,8%, contra 12,7% do segundo grupo.

Enquanto a elevação dos preços dos alimentos no domicílio foi o principal fator de pressão inflacionária para as três classes de renda mais baixa no mês, para os outros três segmentos de renda os aumentos do grupo “transportes” foram os que tiveram maior impacto. Embora a redução de 6,3% das tarifas de energia elétrica tenha atenuado a alta inflacionária para todas as faixas de renda, esse alívio foi maior para as famílias de renda mais baixa, visto que esse item tem um peso mais elevado em suas cestas de consumo.

No segmento de renda muito baixa, o aumento dos preços dos alimentos no domicílio fez com que o grupo “alimentação e bebidas” respondessem por 61% de toda a inflação apurada em abril,

Os vilãos da inflação foram:

Arroz (2,2%)

Feijão (7,1%)

Macarrão (3,5%)

Batata (18,3%)

Leite (10,3%)

Frango (2,4%)

Ovos (2,2%)

Pão francês (4,5%)

Óleo de soja (8,2%).

Os gatos com a “saúde e cuidados pessoais”, teve alta de 6,1% dos medicamentos.

A variação apresentada pelo grupo “transportes” foi responsável por 60% de toda a inflação registrada em abril, refletindo os reajustes das passagens aéreas (9,5%), do transporte por aplicativo (4,1%), da gasolina (2,5%), do etanol (8,4%) e do diesel (4,5%).

A alta da inflação foi puxada pelo aumento dos combustíveis: gás (45,2%), etanol (42,1%), gasolina (31,2%) e diesel (4,5%).

Altas dos alimentos e dos medicamentos, os preços dos serviços pessoais, especialmente os relacionados à recreação, também elevaram a inflação dessas famílias.

No acumulado em 12 meses, as famílias de renda muito baixa, com renda domiciliar menor que R$ 1.726,01, apresentaram a maior alta inflacionária, com a taxa de 12,7%, enquanto as famílias de renda alta, com renda domiciliar superior a R$ 17.260,14, registraram uma variação acumulada de 10,8%.

Jornalista Hernane Amaral,

Portal GmundoNews

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