Jornalista britânico Dom Phillips é cremado no Brasil

“Hoje, Dom será cremado no país que ele amava, seu lar escolhido”, disse sua esposa Sampaio.

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Defenda a floresta tropical na Amazônia para receber ameaças

Foi cremado os restos mortais do jornalista inglês Dom Phillips, neste domingo (26/6), no Cemitério Parque da Colina, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, Brasil.

Sian a Irmã do jornalista numa breve despedida comentou sobre o amor do irmão pelo Brasil e elogiou o trabalho dele como jornalista. Ela disse que Dom foi morto “por tentar contar ao mundo o que acontecia com a floresta e seus habitantes”.

Alessandra Sampaio, esposa de Dom, agradeceu o apoio que a família recebeu de pessoas de todo o mundo desde o início do caso e também sobre seu amor pelo país.

“Seguiremos atentos a todos os desdobramentos das investigações, exigindo justiça no significado mais abrangente do termo. Renovamos nossa luta para que nossa dor e a da família do Bruno Pereira não se repita, como também a de outras famílias de jornalistas e defensores do meio ambiente que seguem em risco” disse.

 

A ONU criticou sobre o crime, critica a violência e pede que ela seja fortalecida como forma de fortalecer a Funai e Ibama, nas ocupações de terras nativas.

“Estamos profundamente entristecidos com as informações sobre o assassinato de Dom Philipps e Bruno Araújo Pereira”, disse Ravina Shamdasan, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

A diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, condenou o assassinato do jornalista Dom Phillips e do especialista em povos indígenas Bruno Araujo Pereira, desaparecidos no Vale do Javari, no estado do Amazonas, em 5 de junho.

Condeno o assassinato de Dom Phillips e Bruno Araujo Pereira. Muitos jornalistas hoje são alvejados ou até mesmo mortos pelo trabalho que fazem para esclarecer as questões ambientais que nos preocupam a todos. Apelo às autoridades para que investiguem e processem os responsáveis ​​por este crime cruel.

Phillips, um jornalista britânico freelance especializado em assuntos ambientais, trabalhou para a mídia internacional, incluindo The Guardian , Financial Times , Washington Post e New York Times .

Ele voltava de uma viagem de trabalho com Pereira, especialista brasileiro em tribos isoladas na Amazônia, quando eles desapareceram. Eles teriam recebido ameaças no dia anterior à partida.

Segundo a Força Tarefa, os restos mortais foram encontrados na região do Vale do Javari, no Amazonas, após confissão do suspeito Amarildo da Costa Oliveira, vulgo “Pelado”.

Amarildo afirmou a Policia Federal que outra pessoa foi a responsável por atirar em Pereira e Phillips. Ele disse ainda que sua participação foi apenas no momento em que ajudou a enterrar os dois.

Em nota, a União dos Povos do Javari (Unijava) para a qual Bruno prestava serviços desde que se licenciou, sem vencimentos, do seu cargo na Fundação Nacional do Índio (Funai) – afirma ter repassado informações sobre organizações criminosas que atuariam na região e que poderiam ser as responsáveis pelas mortes do indigenista e do jornalista. No documento, a União solicita que as investigações continuem e nenhuma hipótese seja descartada.

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