Kremlin rejeita ordem do Tribunal da ONU para retirar tropas russas da Ucrânia

A Ucrânia argumentando que Moscou alega falsamente genocídio nas regiões de Donetsk e Luhansk

0
246
A Corte Internacional de Justiça da ONU (CIJ) em Haia ordenou que a Rússia interrompa sua invasão

O Kremlin rejeitou nesta quinta-feira (17/03), a ordem do Tribunal Internacional da ONU para retirar as tropas russas da Ucrânia

A Corte Internacional de Justiça da ONU (CIJ) em Haia ordenou que a Rússia interrompa sua invasão que o presidente Vladimir Putin ordenou em 24 de fevereiro.

“Não podemos levar essa decisão em consideração”, disse o secretário de imprensa de Putin, Dmitry Peskov, segundo a agência de notícias estatal TASS.

Peskov ecoou a posição de Moscou durante as audiências no início deste mês de que a CIJ não tem jurisdição porque o pedido de Kiev estava fora da Convenção de Genocídio de 1948 na qual baseou o caso.

“Existe algo como o consentimento das partes em um tribunal internacional. Não pode haver consentimento aqui”, disse ele a repórteres.

A corte atendeu a uma medida cautelar ucraniana ao tribunal em 26 de fevereiro, pedindo uma decisão urgente sobre as alegações russas não apoiadas de que as forças ucranianas estavam cometendo genocídio em enclaves apoiados pela Rússia em Luhansk e Donetsk, regiões do leste da Ucrânia, como justificativa para o ataque.

A Ucrânia pediu à CIJ para intervir, argumentando que Moscou estava alegando falsamente genocídio nas  regiões de Donetsk e Luhansk, controladas pelos separatistas, para justificar seu ataque.

A juíza-presidente Joan Donoghue disse que a Rússia não provou o genocídio cometido na Ucrânia. Ela expressou dúvidas de que a Convenção do Genocídio autorizasse a ação militar “com o objetivo de prevenir ou punir um suposto genocídio”.

Nenhum representante russo participou da audiência em Haia.

Especialistas dizem que uma audiência completa sobre o caso da Ucrânia pode levar anos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui