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sábado, junho 19, 2021
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Mansueto pede demissão e deve deixar secretaria especial do Tesouro em agosto

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, deixará o governo. Ele deve cumprir quarentena e ir para a iniciativa privada. Em entrevista ao Estadão/ Broadcast, ele confirmou que deve sair em agosto.

Mansueto já está discutindo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, um nome para sucedê-lo no cargo, cuja missão é controlar o caixa do governo. Ele estava no posto desde abril de 2018, ainda no governo Michel Temer. É a primeira perda importante na equipe de Guedes.

Mansueto já vinha discutindo sua saída com o ministro. A informação de que sua demissão estava próxima foi publicada ontem na coluna de Lauro Jardim, de O Globo. Guedes já havia manifestado o desejo de nomeá-lo diretor-executivo do Conselho Fiscal da República, colegiado a ser criado pela PEC do Pacto Federativo. Mas a crise do novo coronavírus acabou atrasando a tramitação de propostas estruturais no Congresso, e essa saída acabou ficando mais distante.

Segundo apurou a reportagem, Mansueto manifestou compreensão em relação à prioridade dada às medidas de retomada da economia. Por isso, demonstrou o desejo de sair no fim do primeiro semestre para cumprir a quarentena exigida para ocupantes de cargos estratégicos até que possa ir para a iniciativa privada.

Mansueto sempre foi considerado “guardião” dos cofres do governo e fiador do processo de ajuste das contas públicas. Rumores de sua saída sempre geraram preocupação no mercado financeiro sobre a continuidade dessa agenda.

Segundo um integrante da equipe econômica, a saída de Mansueto não deixará o governo como um “time liquidado quando o craque vai sair”. A avaliação dessa fonte é que o próprio secretário do Tesouro não tomaria essa decisão se houvesse a percepção de que isso provocaria maior turbulência.

O atual secretário do Tesouro Nacional é um defensor enfático do teto de gastos, mecanismo que limita o avanço das despesas à inflação e que serve como uma espécie de “âncora fiscal” sinalizadora do compromisso do governo com o ajuste das contas. A equipe econômica atribui ao teto de gastos o sucesso na redução dos juros no Brasil e vê risco de uma reversão desse cenário benigno em caso de flexibilização.

Uma eventual flexibilização do teto também já opôs Mansueto e Waldery, a quem o secretário do Tesouro é subordinado. Em agosto de 2019, o secretário especial de Fazenda sugeriu tirar as despesas com o Censo Demográfico do alcance do teto, por se tratar de um gasto não recorrente. O temor na equipe econômica, porém, foi o de que isso abrisse brechas para outras flexibilizações, o que acabaria minando a confiança dos investidores no ajuste. Após a polêmica, Waldery ajustou seu discurso e passou a se posicionar contra mudanças no teto.

 
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