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Montes Claros sofre com escassez de chuva, calor e desertificação urbana

Saiba como as árvores contribuem para a umidificação do ar e como os pássaros, morcegos e abelhas atuam no reflorestamento.

Existe uma relação entre uma região arborizada com alteração no clima e as chuvas no perímetro urbano nas cidades.

As plantas nas caçadas, dentro das residências, nas praças têm como uma de suas finalidades a umidificação da atmosfera, que gera as nuvens de chuva e com isto, diminui a sensação do calor.

A maior parte do planeta Terra é composta de água e grande parte se encontra abaixo da nossa superfície, ou, “lençois Freáticos”. Localizando-se, principalmente, em espaços vazios entre as rochas.

Os “lençois Freáticos” ou “águas subterrâneas” em sua maior parte é água doce, próprias para o consumo humano.

Se 71% da superfície do nosso planeta é coberta por água, então porque passamos por essa escassez?

Neste sentido, conclui-se que, as árvores exercem grande importância fundamentais ao meio ambiente e essenciais para o equilíbrio do clima no planeta. São elas que controlam a temperatura, aumenta a umidade do ar, concentra as chuvas, controlam a qualidade da água dos mananciais, controla a erosão, produzem alimentos para a manutenção da biodiversidade no Planeta Terra.

Grande parte das árvores absorvem nutrientes e água através das raízes que penetram no subsolo. Desta forma, a água percorre toda estrutura das árvores e chegam às folhas. Quando ocorre a transpiração das folhas, as plantas perdem água na forma de vapor.

A umidade do ar na atmosférica é a quantidade de água existente no ar na forma de vapor. Trata-se, dessa forma, de um dos mais relevantes elementos que atuam na atmosfera, pois a sua presença em maior ou menor grau influencia nas temperaturas, no regime de chuvas, na sensação térmica e até mesmo na nossa saúde.

“São as árvores que transferem umidade do solo para a atmosfera. As raízes profundas das árvores chegam às camadas com água saturada no solo ou aos lençóis freáticos”.

Conclusão

A planta puxa a água do fundo da terra e joga essa umidade na atmosfera, melhorando a saúde das pessoas. Além de formar nuvens e com elas vêm às chuvas.

Os pássaros tem grande importância no reflorestamento, porque elas dependem das árvores, fazem seus ninhos e coletam seus alimentos. Desta forma que as arvores prestam um grande serviço à natureza, os pássaros exercem grandes contribuições neste sentido.

Ao ingerir os frutos, os pássaros carregam as sementes no seu intestino que acabam depositando em lugares diferentes. Desta forma, as plantas se espalham causando o reflorestamento.

A polinização é o processo em que o grão de pólen é levado para a parte masculina ou feminina de uma flor. Fazendo desta forma sua fertilização.

As abelhas, os morcegos e as aves são seres vivos que fazem a polinização. Ao voarem de flor em flor, alimentando-se do néctar, fazem a fertilização das flores e consequentemente a produção de sementes.

Estudos ligam a monocultura do eucalipto à falta d’água no semiárido em Minas, agravando o déficit hídrico no semiárido.

Em matéria do Estado de Minas, pesquisador aponta que o eucalipto consome 230 litros de água por metro quadrado plantado a mais que o cerrado. Além disso, provoca o rebaixamento do nível freático em meio metro por ano.

Ambientalistas defendem proibição de novos plantios. Produtores negam danos e rechaçam proposta

O Norte de Minas é uma das regiões mineiras onde a população mais sofre com a crise hídrica, que afeta toda Minas Gerais, com 265 municípios em emergência, como mostrou revelou o Estado de Minas.

Os efeitos ambientais adversos do plantio de eucalipto conforme estudos dos ambientalistas concluíram que a retirada de água do solo, tornando o balanço hídrico deficitário, com o rebaixamento do lençol freático e até o secamento de nascentes; o empobrecimento de nutrientes no solo, bem como seu ressecamento; a desertificação de amplas áreas, pelos efeitos alelopáticos sobre outras formas de vegetação e a consequente extinção da fauna; a ocupação de extensas glebas de terra, que poderiam estar produzindo alimentos; a criação de empregos apenas durante a implantação do plantio, mesmo assim para mão-de-obra desqualificada, com baixos salários, e o estímulo ao êxodo rural e o consequente inchaço das metrópoles.

Por não produzirem alimentos os eucaliptos, as espécies na fauna não fazem o reflorestamento. Acabam se tornando uma região mórbida.

Já a ausência ou pouca diversidade de espécies animais em reflorestamentos de eucalipto parece ser a mais inquestionável de todas as críticas que se fazem a eles. Alguns chegam a dizer que, a não ser a abelha européia e a coala, que vive na Austrália e se alimenta de eucalipto, nenhuma outra forma de vida sobrevive nessas florestas homogêneas. Exageros à parte é indubitável que uma monocultura, quer de eucalipto ou de qualquer outra espécie, é reconhecidamente menos capaz de suportar uma alta diversidade de fauna, dada a indisponibilidade de nichos apropriados. Outras hipóteses aventadas são a ausência de água e o fato de as folhas de eucalipto serem indigestas devido à concentração usualmente elevada de taninos, resultando em condições inóspitas para os insetos e todos os demais animais da cadeia trófica.

O EUCALIPTO E OS EFEITOS AMBIENTAIS
DO SEU PLANTIO EM ESCALA

Maurício Boratto Viana

Eucalipto Efeitos

Nos centros urbanos são vários os pontos de conflito com a falta de um plano de manejo eficiente para a arborização; escolha de espécies arbóreas sem potencial de uso urbano, redes de distribuição de energia onde se limita o uso de árvores, a falta de interesse da própria população, manejo errados através de podas drásticas, uso de mudas de baixa qualidade, entre outros.

O planejamento tem que ter um envolvimento do setor público, privado e a população local, criando normas que estimule a arborização de forma eficiente. Importante à criação de programas de educação ambiental que promova o convívio harmônico e inclusive doando mudas para a população.

Com o grande crescimento imobiliário, o processo de ‘desertificação’ urbana é uma ameaça para as cidades causando danos ao meio ambiente e consequentemente às mudanças climáticas.

O entendimento, por parte da comunidade internacional, de que a desertificação deveria ser encarada como um problema em escala mundial e, portanto, necessitava de ações de caráter global.

Ao longo dos anos, a ocupação humana e a exploração dos recursos naturais vêm impactando as regiões  secas do país, provocando a degradação da terra, a perda da cobertura vegetal nativa e a redução da disponibilidade de água. A intensificação de tais processos levou crescentes frações dessas regiões à condição de áreas degradas segundo um fenômeno conhecido como desertificação.

A expansão urbana está transformando os centros urbanos em verdadeira selva de pedras. A degradação e destruição da vegetação, áreas preservação ambientais que trazem prejuízos à saúde dessa e das próximas gerações.

Montes Claros e varias cidades de Minas sofrem com a falta de água e o calor, é necessário uma ação de todos. Não adianta lutar pela Floresta Amazônica se a sua região está entrando em fase de desertificação.

Hernane Amaral

 

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