MPRJ inicia campanha de combate à violência doméstica

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Por Zoh Andrade

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) inicia hoje (1º) a veiculação da campanha MPRJ contra a Violência Doméstica, que reunirá postagens sobre o tema nas redes sociais da Instituição. Agosto é o mês em que se comemora o aniversário de implantação da Lei Maria da Penha. O prédio do MPRJ, no centro do Rio, será iluminado de lilás para reforçar seu empenho contra a violência doméstica.

O procurador-geral de Justiça do Estado, Luciano Mattos, disse que o combate à violência doméstica e o apoio às mulheres vítimas são prioridades de sua gestão. “Sabemos que ainda há muito a ser feito, mas temos atuado em diversas frentes e conseguido avanços significativos para que as mulheres recebam todo o suporte necessário para a sua proteção e acesso a seus direitos”.

“O objetivo da campanha é dar informação para que a mulher que é vítima de violência doméstica saiba que está na condição de vítima, conheça seus direitos e possa lutar por eles”, completa a procuradora de Justiça Carla Araújo, coordenadora do Centro de Apoio Operacional Violência Doméstica e Familiar.

Na próxima segunda-feira (8), será inaugurada, no corredor cultural da sede do MPRJ, a exposição A cada 5 minutos, com dados sobre a violência contra a mulher, imagens, depoimentos de vítimas, divulgação de canais para denúncia e relatos de colaboradoras que atuam na rede de enfrentamento à violência doméstica do MPRJ.

O nome da exposição é uma referência ao fato de que, a cada cinco minutos, uma mulher foi vítima de violência doméstica no estado do Rio de Janeiro no ano de 2020, de acordo com o Dossiê Mulher 2021 do Instituto de Segurança Pública (ISP).

Também neste mês, no dia 10, o MPRJ inaugura a Ouvidoria da Mulher, um canal voltado para o atendimento especial a mulheres vítimas de qualquer tipo de violência. De acordo com o Ouvidor do MPRJ, procurador de Justiça, Augusto Vianna Lopes, a Ouvidoria da Mulher é um projeto piloto, para existência de um canal dedicado e específico dentro da Ouvidoria.

“A proposta é que a cidadã que busque esse serviço seja atendida de forma mais rápida. Composta por uma equipe basicamente de mulheres, coordenada pela promotora de Justiça Gabriela Tabet, essa Ouvidoria vai oferecer, inclusive, um atendimento presencial numa área reservada, para a mulher se sentir segura, abraçada e acolhida por profissionais treinados para isso”, explicou.

“A criação de um canal de comunicação dedicado às vítimas mulheres, seja para o recebimento de denúncias contra violência doméstica seja para orientação quanto aos equipamentos públicos de acolhimento existentes próximos à vítima, demonstra a importância que a questão apresenta para o MPRJ”, avaliou a promotora de Justiça Gabriela Tabet.

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