ONU e UNESCO pedem que autoridades investiguem assassinato do jornalista Dom Phillips no Brasil

Polícia Federal: O sangue encontrado no barco não é do jornalista britânico Dom Phillips e os testes indicaram inconclusivo para Bruno.

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Defenda a floresta tropical na Amazônia para receber ameaças

Tanto a ONU quanto a UNESCO fizeram declarações firmes e exigem das autoridades brasileiras que conduzam uma investigação imparcial.

 

A ONU criticou sobre o crime, critica a violência e pede que ela seja fortalecida como forma de combater a Funai e Ibama, nas ocupações de terras nativas.

“Estamos profundamente entristecidos com as informações sobre o assassinato de Dom Philipps e Bruno Araújo Pereira”, disse Ravina Shamdasan, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

 

“Este ato brutal de violência é terrível e pedimos às autoridades estatais que garantam que as investigações sejam imparciais, transparentes e completas, e que as famílias das vítimas sejam indenizadas”, disse a agência, liderada pela chilena Michelle Bachelet.

Mas para a ONU, o problema não se limita a dois homens. “Ataques e ameaças contra defensores de direitos humanos ambientais e povos indígenas, incluindo aqueles em isolamento voluntário, continuam persistentes”, alerta.

“Pedimos às autoridades brasileiras que intensifiquem os esforços para proteger os defensores dos direitos humanos e os povos indígenas de todas as formas de violência e discriminação por atores estatais e não estatais, e tomem medidas para proteger e proteger as áreas indígenas de ataques de atores ilegais. Fortalecimento das instituições estatais responsáveis ​​pela proteção dos povos indígenas e do meio ambiente. inclusive (Funai e Ibama)”, acrescenta.

A diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, condenou o assassinato do jornalista Dom Phillips e do especialista em povos indígenas Bruno Araujo Pereira, desaparecidos no Vale do Javari, no estado do Amazonas, em 5 de junho.

 

Condeno o assassinato de Dom Phillips e Bruno Araujo Pereira. Muitos jornalistas hoje são alvejados ou até mesmo mortos pelo trabalho que fazem para esclarecer as questões ambientais que nos preocupam a todos. Apelo às autoridades para que investiguem e processem os responsáveis ​​por este crime cruel.

 

Phillips, um jornalista britânico freelance especializado em assuntos ambientais, trabalhou para a mídia internacional, incluindo The Guardian , Financial Times , Washington Post e New York Times . Ele voltava de uma viagem de trabalho com Pereira, especialista brasileiro em tribos isoladas na Amazônia, quando eles desapareceram. Eles teriam recebido ameaças no dia anterior à partida.

Na noite desta quarta-feira (15/6), a Força Tarefa informou que possíveis  restos mortais podem ser do indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, colaborador do jornal The Guardian, foram encontrados na região do Vale do Javari, no Amazonas. 

Os suspeitos estão presos e indicaram o local onde mataram o jornalista e o indigenista.


A Polícia Federal  divulgou, desta quinta-feira (16/6), o resultado da análise do sangue encontrado no barco do pescador Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como “Pelado” — um dos principais suspeitos de envolvimento nos assassinatos do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira. 

 

Segundo a corporação, o sangue não é de Dom, e os testes indicaram “inconclusivo” para Bruno.

 

Nota da Polícia Federal

 

O Comitê de crise, coordenado pela Polícia Federal/AM, informa que ainda não foi encontrada a embarcação que estava sendo utilizada por Bruno Pereira e Dom Phillips, apesar de exaustivas buscas realizadas nesta data no perímetro apontado por A.C.O. (iniciais).

 

Informa, também, que das amostras coletadas no barco do suspeito foi obtido um perfil genético completo, de indivíduo do sexo masculino. Confrontando-o com os perfis genéticos de referência dos desaparecidos, o Instituto Nacional de Criminalística excluiu a possibilidade desse vestígio ser proveniente de Dom Phillips. A possibilidade de ser originada de Bruno restou inconclusiva, sendo necessária a realização de exames complementares.

 

Quanto às vísceras encontradas no rio, apesar da compatibilidade com origem humana na análise macroscópica, não foi detectado DNA humano. Esse resultado pode ser devido à degradação do DNA autossômico ou à origem não humana da amostra, segundo os peritos.

 

Esclarece, ainda, que o processo de identificação dos remanescentes humanos coletados na data de ontem terá início amanhã, com previsão de conclusão na próxima semana.

 

Por fim, as equipes de investigação prosseguem realizando diligências visando a completa elucidação do caso.

Corpos podem ser do jornalista Dom Phillips e indigenista Bruno

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