Suspeitos de ameaçar esposa de vítima de homicídio foram presos

“Eles agrediram a vítima e a ameaçaram para que ela não colaborasse com as investigações"

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Na manhã de sexta-feira (27/5), em Santa Luzia, Região Metropolitana de Belo Horizonte, numa operação conjunta entre a Polícia Civil e Polícia Militar, do Estado de  Minas Gerais (PCMG), resultou na prisão de três suspeitos de envolvimento em ameaças e agressões contra a esposa de um homem executado a tiros, no último mês, na Vila Ferraz.

Conforme informações da Polícia Civil, Santa Luzia é a localidade onde ocorreu a ação dos policiais, também é alvo de investigações que apuram o homicídio.

O setor de inteligência da Polícia Civil vinha investigando a violência contra a mulher, de 43 anos, que começou no dia 5 deste mês.

A delegada Adriana das Neves Rosa, titular da Delegacia Especializada de Investigação de Homicídios em Santa Luzia disse que “seis homens foram até a residência da vítima, sendo que dois entraram na residência e quatro ficaram do lado de fora para impedir que ela saísse do local”.

“Eles agrediram a vítima e a ameaçaram para que ela não colaborasse com as investigações [do homicídio]. Na sequência, saíram da casa e disseram que iriam retornar mais tarde para ter um outro ‘julgamento’, a fim de decidir se iriam matá-la ou não. Nesse meio-tempo, a Polícia Civil chegou à residência, conseguiu resgatar a vítima e tirá-la em segurança do local”, descreve a delegada.

Segundo ela “No dia dos fatos, um dos suspeitos, de 44 anos, foi preso em flagrante pelos policiais civis. A partir das investigações, os demais envolvidos foram identificados e a PCMG representou pela prisão preventiva deles no âmbito do inquérito policial. Três, de 19, 21 e 22 anos, foram detidos na operação conjunta desta sexta-feira. Outros dois, de 30 e 38 anos, são procurados pela polícia”.

 

Homicídio

 

O crime de homicídio ocorreu no dia 29 de abril. De acordo com a delegada, levantamentos preliminares indicam que a motivação está relacionada com furto de drogas por parte da vítima, de 32 anos. “Ele já havia trabalhado para esse grupo, que comanda o tráfico na Vila Ferraz, mas não estava mais atuando com eles, justamente porque tinha esse histórico de fazer uso dos entorpecentes que ele deveria vender ou tomar conta. Mesmo assim, estaria furtando drogas nos locais onde ele sabia que estavam escondidas para uso próprio. Por essa razão, ele teria sido executado”, conclui.

 

As investigações prosseguem.

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