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segunda-feira, junho 21, 2021
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Unimontes terá ampla campanha no “Setembro Amarelo”, mês de campanha de prevenção ao suicídio

Unimontes terá ampla campanha no “Setembro Amarelo”, mês de campanha de prevenção ao suicídio, abrace esta campanha

Setembro marca a campanha nacional de prevenção ao suicídio. A Universidade Estadual de Montes Claros, que já possui ações neste sentido, também abraça a causa e promoverá uma campanha alusiva em parceria com diversos setores da instituição e do Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF).

O “Setembro Amarelo Unimontes” envolverá uma série de setores da Universidade que trabalham diretamente com a humanização, como a Pró-Reitoria de Extensão, Projeto de Apoio Psicológico e Orientacional (PAPPO), Departamento de Saúde Mental e Coletiva, Diretoria de Desenvolvimento de Recursos Humanos (DDRH), Diretorias dos Centros de Ensino, coordenação dos campi avançados, Diretório Central dos Estudantes (DCE), Biblioteca Central, além do HUCF. A programação completa, com palestras, blitze educativas, rodas de conversa, distribuição de laços e visitas será definida em reunião na próxima terça-feira (3/9).

A coordenação da campanha é da vice-reitora, professora Ilva Ruas de Abreu, que considera a questão como “de saúde pública” e, por isso, é importante fortalecer os debates sobre a prevenção ao suicídio e, ao mesmo tempo, dar visibilidade às ações de suporte e amparo às pessoas que estejam convivendo com algum conflito psicológico.

O médico psiquiatra Pedro Paulo Narciso Avelar, coordenador da Residência Psiquiatra do Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF) e professor do curso de Medicina da Unimontes, explica que é preciso “desconstruir” o preconceito de não pedir ajuda a psicólogos ou psiquiatras quando o assunto é a saúde mental.

“Procuramos ajuda quando temos dores pelo corpo. Por que não pedir ajuda quando estamos com o psicológico em conflito ou em crise? Não podemos sofrer sem falar com ninguém e ainda achar que a culpa é nossa. Precisamos ajudar pessoas que possam nos mostrar como sair desses problemas psicossociais. Não é sinal de fraqueza pedir ajuda, mas de sabedoria”, pondera o psiquiatra.

NÚMEROS

Os transtornos mentais (psiquiátricos e psicológicos) como a depressão, as crises de ansiedade, a bipolaridade, o estresse, questões emocionais e comportamentais, pânicos, fobias, orientação sexual e tentativas de suicídios cresceram em 24% no número de casos entre jovens, nos últimos 10 anos, segundo informações da Revista Brasileira de Psiquiatria – com base em pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). E o planejamento da Organização Mundial de Saúde (OMS) era justamente o contrário: reduzir estas taxas em até 10% até 2020.

“Alguns fatores apontam para este crescimento, dentre os quais a crise financeira, política, social, insegurança, incertezas, orientação sexual, pressões familiares, da sociedade e da própria pessoa para ser bem sucedida”, justifica o pesquisador.

“A população jovem tem maior probabilidade para essas tentativas de suicídio. Estudos apontam que essa faixa etária absorve mais os impactos das pressões, da transição da adolescência para a fase adulta, as incertezas, inseguranças, mercado de trabalho e a cobrança para serem pessoas de destaque na sociedade”, alerta o psiquiatra.

Na visão do médico, uma hipótese que deve ser trabalhada com a juventude é a resiliência, a capacidade do indivíduo em lidar com as dificuldades, os problemas, as derrotas e adaptar-se às mudanças, superando obstáculos ou resistindo à pressão em situações adversas.

“O mundo é consumista e a sociedade impõe os padrões de consumo. Temos que aprender a lidar com a insatisfação em não poder ter tudo o que queremos”, explica o psiquiatra. “A maioria dos jovens não sabe lidar com a insatisfação e a sensação de não ter o objeto que deseja”, acrescenta o médico.

ORIENTAÇÃO SEXUAL

O médico Pedro Paulo Avelar explica que, em muitos casos, jovens de famílias tradicionais reprimem os sentimentos por vergonha e medo da rejeição dos parentes, amigos e da sociedade. “Isso tem aumentado muito os casos de transtornos mentais, pânicos e até de suicídios. Muitos sofrem calados e ainda se culpam. É importante que essas pessoas procurem conversar com pessoas de confiança, pedir ajuda aos amigos, parentes e de um especialista”.

Desta forma, ele explica, a crise passará mais rápido. “Não seja preconceituoso com você mesmo em achar que, quem procura ajuda psicológica e psiquiatra, tem transtornos mentais. Ao desconstruir esse pré-julgamento, você dá uma importante chance para se curar mais rápido”, frisa.

DADOS HUCF

No ano passado, o HUCF registrou o atendimento de 71 casos de intoxicação por ingestão de medicamentos, sendo 39 pessoas somente nos seis primeiros meses.

Já em 2019, o aumento de casos desta natureza chega quase a 100%. No primeiro semestre deste ano, o HUCF atendeu 77 pessoas com quadro de intoxicação por medicamentos.

A maior faixa etária de intoxicação ocorreu entre 20 e 59 anos, com 50% dos atendimentos no Hospital. Há registros também de crianças e jovens (entre 11 e 19 anos).

 

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