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segunda-feira, junho 21, 2021
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Variantes brasileiras são perigosas e mata mais rápido

Enquanto isto a variante brasileira que foi detectada em Manaus, do Novo Coronavírus brasileira conhecida como P.1 é a segunda mutação mais perigosa detectada nos Estados Unidos.

Jornalista Hernane Amaral,
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O estado de São Paulo registrou ontem quinta-feira (8) o segundo dia mais letal de toda a pandemia

O número de mortes por covid-19 desta quinta-feira, 1.299, só é menor que o da última terça-feira, quando 1.389 óbitos foram contabilizados

Enquanto isto a variante brasileira que foi detectada em Manaus, do Novo Coronavírus brasileira conhecida como P.1 é a segunda mutação mais perigosa detectada nos Estados Unidos.

O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doença) norte-americano informou que o país está numa nova escalada com quase 80.000 infectados. 

A mutação brasileira desafia a ciência e a estrutura de saúde estudos mostram que ela se alastrou em 3 meses pelos estados brasileiros com alto potencial de contágio.

Amostras de cidades no interior de São Paulo revelam a P1 em mais de 90% dos casos.

Esta  nova cepa é mais transmissível e pode infectar até mesmo quem já tem anticorpos contra o novo coronavírus.

A rotatividade nos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) tem sido alta 

No Mato Grosso do Sul, com a variante do coronavírus circulando, o tempo médio de internação dos pacientes que morrem pela doença tem sido de apenas dois dias. 

Todos os dados revelam que a nova variante P1 é perigosa, já que no início do ano, os pacientes ficavam em média duas semanas internados antes de morrer.

Com o avanço da doença e as medidas de restrição não respeitadas, falta de sequenciamento do vírus e vacinação lenta fazem do país um caldeirão de mutações.

Resultados preliminares de um estudo feito com 67.718 trabalhadores da saúde de Manaus mostram que a vacina contra a covid-19 Coronavac tem 50% de eficácia na prevenção da doença após 14 dias da primeira dose. A pesquisa do grupo Vebra Covid-19 é a primeira a avaliar a efetividade do imunizante em um local onde a variante P.1 é predominante

No Brasil, por exemplo, há pelo menos três variantes que surgiram aqui e chamam a atenção: a P1 (de Manaus), a P2 (do Rio de Janeiro) e agora a N9. A primeira já é internacionalmente classificada como uma “variante de preocupação“ (Variant of Concern ou VOC, na sigla em inglês). Isso porque as pesquisas indicam que é altamente transmissível e poderia deflagrar casos mais graves.

Uma nova cerpa foi identificada em Belo Horizonte que tem uma combinação inédita de 18 mutações no Sars-Cov-2., já chamada de P4.

Não se sabe ainda sobre a taxa de mortalidade e agravamento da doença que a variante é capaz de causar, os cientistas ainda investigam mais detalhes da P4, como foi chamada. Ao jornal O Globo, o coordenador do estudo, Renato Santana, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) afirmou que a P4 parece ter a mesma origem que a P1 e a P2.

“Nós estamos sequenciando coronavírus desde o primeiro caso, em março do ano passado. Nós submetemos um artigo na semana passada que conta a história toda da vigilância genômica do coronavírus do Amazonas, desde o primeiro caso. Dentro disso, nós não tínhamos nenhuma informação nem perto da variante P1 até novembro, nada que fosse nem similar. Quando, no dia 10 de janeiro, os pesquisadores do Japão deram o alerta de que tinham encontrado algo muito diferente em pessoas que tinham passado pelo Amazonas, isso chamou atenção e nós fomos comparar os dados que eles tinham obtido. E realmente nada apontava para isso até novembro. Nós conseguimos confirmar o que o dado epidemiológico dizia. As pessoas tinham passado pelo Amazonas e nossos dados genéticos confirmaram que a origem da P1 era a linhagem 28 que circulava no Amazonas. No outro dia nós tínhamos um experimento em andamento para sequenciamento de um caso suspeito de reinfecção, e aí já apareceu a variante P1 exatamente igual à sequência obtida no Japão, e já causando reinfecção. A coisa foi muito rápida naquele período, de um dia para o outro as informações já mudavam, e hoje nós temos três casos de reinfecção confirmados por P.1 no Amazonas. Três mulheres que tiveram doença leve na segunda vez, felizmente, mas foram casos de reinfecção. E duas delas chamaram muita atenção. Uma pelo fato de que a paciente tinha feito teste de anticorpos uma semana antes, mais ou menos, e tinha dado positivo, ou seja, ela tinha anticorpos, e mesmo assim foi infectada; e outro caso foram apenas 92 dias [após a primeira infecção]. Ou seja, provavelmente teria anticorpos, era muito cedo para ter perdido. Isso sugere que a P1 possa estar escapando dos anticorpos. A gente ainda não tem certeza disso, tem experimentos em andamento no IOC e também em Oxford, junto com o pessoal da AstraZeneca, para entender isso melhor” Felipe Naveca, pesquisador da Fiocruz.

A Fio Cruz alerta que a pandemia pode permanecer em níveis críticos ao longo do mês de abril, prolongando a crise sanitária e colapso nos serviços e sistemas de saúde nos estados e capitais brasileiras. A análise mostra que o vírus Sars-CoV-2 e suas variantes permanecem em circulação intensa em todo o país. Além disso, a sobrecarga dos hospitais, observada pela ocupação de leitos de UTI, também se mantêm alta. O boletim é produzido pelo Observatório Covid-19: Informação para ação da Fiocruz.

Enquanto isto, o Estado de São Paulo registrou na quinta-feira (8) 21.000 novas contaminações pela covid-19.

No Estado do Rio de Janeiro, Infectologista que atua na linha de frente em hospitais,  descrevem um cenário  de mortes por covid-19.

Com a vacinação lenta, o sistema de saúde brasileiro sobrecarregado, o país vem registrando número recordes por mortes.

 “A variante é mais transmissível, mas não fura máscara, por isso, a importância de continuar lavando bem as mãos, usando álcool em gel e outras medidas de higiene e proteção. Muita gente imagina que depois de vacinar poderia tirar máscara e fazer festa, mas, enquanto não entendermos a proteção que a vacina promove na P1 não poderemos.”

O Brasil vive um momento de extrema gravidade, com elevada incidência de novos casos e circulação de novas variantes com  alta taxa de transmissão e óbitos..

Pesquisadores da UFMG e do Grupo Pardini alertam que nova variante do novo coronavírus pode estar circulando em Belo Horizonte e outras cidades mineiras. A equipe sequenciou 85 genomas de Sars-CoV-2 de amostras clínicas coletadas na região metropolitana de Belo Horizonte e identificou dois novos genomas com um conjunto de 18 mutações desconhecidas, o que caracteriza possível nova cepa do Sars-CoV-2.

Para evitar o colapso do sistema de saúde, os municípios de Belo Horizonte e Montes Claros adotaram medidas mais severas de restrição da circulação de pessoas, e seguindo orientações do Comitê Permanente da UFMG de Enfrentamento ao Novo Coronavírus.

O primeiro caso da variante sul-africana do coronavírus detectado no Brasil provavelmente teve origem em alguém na Europa no fim do ano passado e passou por uma cadeia de pessoas até infectar uma mulher em Sorocaba (SP), afirmaram pesquisadores do Instituto Butantan, que anteciparam um possível “duelo” entre a linhagem da África do Sul e a variante brasileira P.1 no país..

Inicialmente, o Instituto Butantan havia anunciado a descoberta de uma variante “assemelhada à da África do Sul”, afirmando que poderia ser, inclusive, uma mutação da P.1. Análises subsequentes da Rede de Alerta das Variantes de covid-19 do Instituto Butantan, no entanto, confirmaram se tratar da própria linhagem originada no país africano.

“É a variante da África do Sul”, disse Maria Carolina Sabbaga, cientista e uma das coordenadoras da Rede. “A gente passou um pente-fino e chegamos à conclusão de que era mesmo a variante da África do Sul. É o primeiro caso no Brasil”, afirmou.

A pesquisa do Butantan, que faz parte de um esforço do Brasil de ampliar o monitoramento genético do coronavírus em meio ao avanço de diferentes variantes durante o pior momento da pandemia no país, mostrou que a linhagem ancestral do vírus que contaminou a mulher de Sorocaba teve origem provavelmente na Europa entre meados de outubro e final de dezembro do ano passado.

Como a brasileira portadora da variante só registrou sintomas de covid em março, a linhagem do vírus que chegou a Sorocaba provavelmente passou por diversas pessoas, podendo ter circulado por diferentes países, e contaminou ao menos mais uma pessoa no Brasil, segundo a pesquisa.

até o final de dezembro, e que dos genomas depositados em bancos de dados online, a origem dessa linha de transmissão seria provavelmente de uma pessoa da Europa”, disse José Patané, bioinformata e pesquisador associado ao Butantan.

Patané explicou que a linhagem sul-africana já foi identificada no total em 68 países, e que a análise de parentesco dos genomas apontou que os mais próximos ao caso de Sorocaba disponíveis são de casos europeus.

A Rede do Butantan confirmou a tendência já revelada por estudos anteriores de genoma no país sobre a predominância da P.1, também conhecida como variante de Manaus, que teve origem na capital do Amazonas no fim do ano passado. A primeira divulgação do grupo apontou para 67% de casos da P.1 no Estado de São Paulo.

A circulação da variante P.1 tem sido apontada como um dos fatores responsáveis pelo agravamento da pandemia de covid-19 no Brasil, país que se tornou o mais letal atualmente, sendo responsável por uma de cada quatro mortes pela doença no planeta.

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