Weintraub: Bolsonaro deu ordem para entregar o FNDE para o Centrão.

O ex-ministro disse achar que Bolsonaro não esteja envolvido diretamente em mau feitos, mas o presidente “deixou entrar gente errada no governo”.

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Abraham Weintraub

O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub numa entrevista à CNN, que o presidente Jair Bolsonaro deu ordem direta para que ele “entregasse” o comando do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE) para o centrão.

O ex-ministro ocupou o cargo entre abril de 2019 e junho de 2020,

A determinação teria ocorrido em março de 2020 e sido concretizada três meses depois, com a nomeação de Marcelo Lopes da Ponte como presidente do FNDE. Ponte já foi chefe de gabinete de Ciro Nogueira, senador licenciado e atual ministro da Casa Civil.

O Centrão reúne o atual partido do presidente e a sigla do ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP).

Weintraub disse que “o general Ramos apareceu com essa estratégia, que eu considero muito equivocada, de colocar o Centrão pra dentro do governo”. E ele começou realmente a trazer essa turma para dentro.

O ex-ministro disse achar que Bolsonaro não esteja envolvido diretamente em mau feitos, mas o presidente “deixou entrar gente errada no governo”.

O fundo bilionário, vinculado ao Ministério da Educação (MEC), está envolvido em recentes acusações de desvios de recursos públicos.

Em 23 de março, o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para investigar o envolvimento do ministro da Educação, Milton Ribeiro, na distribuição de verbas do ministério a municípios. A medida foi tomada após publicação de matérias na imprensa sobre o suposto favorecimento na liberação de recursos para prefeituras de municípios por meio da intermediação de dois pastores, que também são alvo do inquérito.

Na petição, Aras cita o presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil, Gilmar Santos, e Arilton Moura, assessor de Assuntos Políticos da entidade.

Ao justificar o pedido de abertura de inquérito, o procurador disse que pretende apurar se os envolvidos, que não têm vínculo com o Ministério da Educação, atuavam para a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Entre as diligências solicitadas está a oitiva dos citados e de cinco prefeitos.

Em 28 de março Bolsonaro atendendo pedido de Silas Malafaia e do Deputado Marcos Feliciano, exonerou o ex-ministro Milton Ribeiro por suspeita de corrupção e pagamento de propina.

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