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Eduardo anuncia licença do mandato, mas só vale por 4 meses

Eduardo, que não especificou por quanto tempo permanecerá fora do país, alegou temer ser preso por determinação do Supremo.

Em mais uma tentativa de alimentar a narrativa de perseguição política, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou nesta quarta-feira (18) que se licenciará temporariamente.

Apesar disso, ele só pode se lincenciar do mandato por 4 meses, mas deve permanecer nos Estados Unidos por tempo indeterminado, sem remuneração.

A decisão ocorre enquanto seu passaporte está na mira do Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga seu possível envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando extremistas invadiram e depredaram prédios públicos em Brasília.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro direcionou ataques ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes, afirmando que sua licença tem como objetivo “criar um ambiente para anistiar” os presos pelos atos antidemocráticos.

O deputado, que também ocupa o cargo de secretário nacional de Relações Internacionais do PL, declarou que pretende focar em “buscar as justas punições a Alexandre de Moraes e à sua gestapo da Polícia Federal”.

A referência à Gestapo, polícia secreta da Alemanha nazista, gerou ampla repercussão, sendo criticada por banalizar um dos períodos mais sombrios da história.

O afastamento do mandato ocorre às vésperas de um julgamento crucial na Primeira Turma do STF, que pode tornar Jair Bolsonaro réu por tentativa de golpe de Estado.

Eduardo, que não especificou por quanto tempo permanecerá fora do país, alegou temer ser preso por determinação do Supremo.

Sua decisão provocou reações polarizadas: enquanto críticos o acusam de fugir das responsabilidades do cargo, apoiadores defendem a licença como forma de resistência ao que chamam de “perseguição política”.

Nos Estados Unidos, o deputado busca apoio e articula ações contra o que classifica como “arbitrariedades” da Justiça brasileira.

No entanto, especialistas em direito constitucional questionam sua estratégia, alertando que a permanência no exterior pode ser interpretada como uma tentativa de driblar as investigações.

A postura de Eduardo reflete uma tática recorrente do bolsonarismo: construir uma narrativa de vitimização enquanto ignora as graves acusações de atos antidemocráticos que pesam sobre seus integrantes

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