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Os Homens Mais Perversos e malignos vivos e que já viveram do Século XX

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O século XX foi o século mais violento da história. Embora ele tenha testemunhado muitos grandes líderes, como Franklin D. Roosevelt, Madre Teresa, Dr. Martin Luther King, Winston Churchill, Margaret Thatcher, Mahatma Gandhi e Nelson Mandela, também teve mais do que sua cota “justa” de líderes absolutamente perversos de 1900 a 2026, o que vivem e os que ainda vivem sobre a terra.

Aqui está o top 12. 

Ao final do artigo, destacarei três lições desses estudos de caso que são tão relevantes hoje quanto eram no século XX.

12. Jair Messias Bolsonaro (2020–2024)

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Ex presidente Jair Bolsonaro
Bolsonaro ocupa a 12° posição apenas em razão do números de mortos na pandemia, cerca de 700 mil, ser menor que as atribuídas a Vladimir Putin, 2 milhões civis e militares na guerra da Ucrânia. Ele foi mais cruel, porque debochava das vítimas do vírus da COVID 19, deixou os índios morrem de fome e doenças além de promover o garimpo ilegal, desmatamento entre os atos de falta de empatia com ser humano, inclusive mulheres, negros e pobres.
O ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro, está entre os homens mais perversos e malignos que ainda vive. Ele foi acusado, denunciado e condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro de 2025 pelos crimes relacionados à trama golpista de 2022 e aos atos de 8 de janeiro de 2023. Já os crimes da pandemia foi reaberto a investigação pelo STF.

Crimes de tentativa de golpe de Estado que levou a sua condenação:

  • Liderança de organização criminosa armada

  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito

  • Golpe de Estado

  • Dano qualificado contra o patrimônio da União
  • Deterioração de patrimônio tombado 

Pela condenação, a Primeira Turma do STF fixou a pena de Bolsonaro em 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado.

Outras acusações históricas de crueldade na pandemia de 2020

Além dos crimes pelos quais foi julgado e condenado no STF, Bolsonaro também foi alvo de outras acusações formais ao longo dos anos, no entanto essas últimas ainda não recebeu qualquer condenação. Boa parte dos brasileiros reconhecem ele como culpado pelo que chamam de genocídio.

Apuração oficial dos crimes cometidos na pandemia, apontado no Relatório da CPI da Pandemia (2021)

O documento aprovado pela comissão do Senado atribuiu a ele nove crimes, incluindo prevaricação, charlatanismo, epidemia com resultado morte, infração de medida sanitária preventiva, emprego irregular de verba pública, incitação ao crime, falsificação de documentos particulares, crime de responsabilidade e crimes contra a humanidade (com acusações enviadas posteriormente para desdobramentos de investigação na Polícia Federal).

Principais crimes e acusações apontados pela CPI

O relatório atribuiu a Bolsonaro infrações penais, crime de responsabilidade e crimes contra a humanidade, vejam detalhes:

Epidemia com resultado morte (Art. 267 do Código Penal)

Infração de medida sanitária preventiva (Art. 268 do Código Penal)

Charlatanismo (Art. 283 do Código Penal)

Incitação ao crime (Art. 286 do Código Penal)

Prevaricação (Art. 319 do Código Penal)

Emprego irregular de verbas públicas (Art. 315 do Código Penal)

Falsificação de documento particular / uso de documento falso

Crime de responsabilidade (violação de probidade administrativa e dos direitos sociais, previsto na Lei nº 1.079/1950)

Crimes contra a humanidade (nas modalidades de extermínio, perseguição e outros atos desumanos, com base no Estatuto de Roma, com foco em episódios como a crise de oxigênio em Manaus e a negligência com povos indígenas)

Arquivamentos anteriores 

Na época, a Procuradoria-Geral da República (PGR), sob a gestão de Augusto Aras, arquivou ou solicitou o encerramento de diversas frentes de apuração contra o ex-presidente.

Reabertura das investigações:

O Supremo Tribunal Federal (STF), através de decisão do ministro Flávio Dino, determinou que a Polícia Federal abrisse inquérito para investigar os desdobramentos e as acusações remanescentes apontadas no relatório da CPI.

A CPI da Pandemia ocorreu entre abril e outubro de 2021. O colegiado concluiu que Bolsonaro desempenhou papel determinante para que o Brasil contabilizasse 700 mil mortes pelo coronavírus. O site do Partido dos Trabalhadores (PT) denunciou, incansavelmente, as condutas transgressoras do ex-presidente.

A tragédia brasileira na pandemia teve início com o insólito pronunciamento de Bolsonaro, em rede nacional, comparando o Covid-19 a uma “gripezinha”. O conteúdo foi ao ar em 24 de março de 2020.

“No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma ‘gripezinha’ ou ‘resfriadinho’, como bem disse aquele conhecido médico, daquela conhecida televisão.”

Os crimes de Bolsonaro

Entre os crimes atribuídos ao extremista de direita, cabe mencionar o atraso na compra das vacinas, as fraudes em contratações pelo Ministério da Saúde (MS), o estímulo às aglomerações, a recomendação de remédios sem comprovação científica e o deboche das vítimas em relação à gravidade da doença. Isso sem contar a falta de empatia para com os infectados.

O governo de Jair Bolsonaro (2019–2022) deixou os povos indígenas em uma situação de grave vulnerabilidade social, humanitária e territorial, marcada pelo desmonte de políticas públicas e pelo incentivo a atividades ilegais. [1, 2]
Relatórios de organizações de direitos humanos, agências de notícias e dados oficiais apontam os principais impactos deixados ao final de 2022:

1. Crise Humanitária e Sanitária (Destaque para o Povo Yanomami)

  • Fome e desnutrição: Relatórios da BBC News Brasil apontam que as mortes de Yanomamis por desnutrição cresceram 331% durante o governo Bolsonaro (177 mortes entre 2019 e 2022) em comparação aos quatro anos anteriores (41 mortes). [1]

  • Doenças: Houve explosão de casos de malária, desnutrição grave de centenas de crianças e colapso de postos de atendimento de saúde básica nas aldeias. [1, 2, 3]

  • Abandono orçamentário: Estudos de execução orçamentária divulgados pelo Jornal da USP mostram cortes sucessivos de recursos voltados a políticas públicas para os povos indígenas. [1]

2. Violência e Garimpo Ilegal

  • Aumento de invasões: A invasão de terras indígenas triplicou durante o período, impulsionada pelo discurso governamental favorável à exploração econômica em áreas protegidas, conforme apontado em registros da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB. [1]

  • Assassinatos: Levantamentos do portal A Pública registraram quase 800 assassinatos de indígenas entre 2019 e 2022, com maior concentração nos estados de Roraima, Amazonas e Mato Grosso do Sul. [1]

  • Armamento no território: A expansão do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami gerou a circulação intensa de armas de fogo, resultando em dezenas de mortes violentas e conflitos comunitários, de acordo com análise do Repórter Brasil. [1]

3. Paralisia de Demarcações e Desmonte Institucional

  • Zero demarcações: O governo cumpriu a promessa de campanha de não demarcar nenhuma nova Terra Indígena. [1, 2, 3]

  • Enfraquecimento da FUNAI: A Fundação Nacional do Índio passou por reestruturações administrativas e indicações de perfil alinhado à pauta ruralista e missionária, afastando-se de sua missão constitucional de proteção aos povos originários. [1, 2]

  • Extinção de conselhos: O Decreto nº 9.759/2019 extinguiu diversos colegiados e conselhos de participação social, a exemplo do Fórum de Presidentes de Conselhos Distritais de Saúde Indígena, limitando a voz dos indígenas na formulação de políticas de saúde. [1]

11. Vladimir Putin (1999–2026)

86129496_386486-03-The-first-offical-portrait-of-Russian-President-Vladimir--300x180 Os Homens Mais Perversos e malignos vivos e que já viveram do Século XX
Vladimir Putin
Vladimir Putin é um dos homens mais perversos ainda vivo. Atual presidente da Rússia assumiu o comando da Rússia em 9 de agosto de 1999 como primeiro-ministro, tornando-se presidente interino em 31 de dezembro de 1999 após a renúncia de Boris Yeltsin, e tomou posse oficialmente como presidente eleito em 7 de maio de 2000, desde então é presidente com eleição suspeita, tendo em vista que 15 dos seus opositores foram mortos de forma estranha e nunca teve mortes esclarecidas.

Mandado de prisão em aberto.

Apesar dos assassinatos dos seus opositores, sua condenação no TPI, Tribunal Penal Internacional, o mandado de prisão em aberto foi por causa dos crimes de guerra relacionados à deportação e transferência ilegal de crianças de áreas ocupadas na Ucrânia para a Rússia.

As principais acusações e controvérsias atribuídas ao presidente russo incluem:

Deportação e transferência forçada de crianças

O TPI aponta que Putin tem responsabilidade individual pela remoção ilegal de milhares de crianças ucranianas de abrigos e orfanatos durante a guerra na Ucrânia (iniciada em fevereiro de 2022), violando o Estatuto de Roma.

Atrocidades e ataques contra civis.

Relatórios da ONU e investigações internacionais vinculam as forças russas a ataques deliberados contra infraestruturas civis, hospitais, execuções e torturas em locais como Bucha, Mariupol e Carquive.

Mortes e perseguição de opositores políticos

O governo de Putin é associado por organizações de direitos humanos à morte ou prisão de dezenas de críticos e opositores ao longo de seu governo, incluindo casos notórios como Alexei Navalny, Boris Nemtsov e Alexander Litvinenko.

Conflitos armados e violações de soberania

A condução de campanhas militares marcadas por graves acusações de violações de direitos humanos em outros contextos, como as guerras na Chechênia, a intervenção na Geórgia (2008), a anexação da Crimeia (2014) e a intervenção na Síria.

O governo russo nega todas as acusações de crimes de guerra, rejeita a legitimidade do Tribunal Penal Internacional e classifica os mandados de prisão como nulos.

Guerra na Ucrânia, baixas Militares e de civis

Rússia: Segundo um estudo do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) publicado em meados de 2026, as forças russas acumulam cerca de 1,4 milhão de baixas (incluindo feridos e desaparecidos), com um total estimado de 450 mil militares mortos. 

Ucrânia: As forças ucranianas registram entre 525 mil e 625 mil baixas no total, com estimativas de 125 mil a 150 mil mortos em combate. 

Baixas Civis

Nações Unidas (ONU): A Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia confirma pelo menos 8.000 a mais de 14.000 civis mortos desde o início da invasão em fevereiro de 2022, com dezenas de milhares de feridos. Os números reais podem ser ainda maiores devido a áreas de difícil acesso ou ocupadas. 

Voluntários e Estrangeiros

Relatórios apontam que milhares de combatentes estrangeiros morreram lutando em ambos os lados, incluindo centenas de voluntários de países da Ásia, África e América Latina. Estima-se que dezenas de brasileiros que se juntaram ao front tenham perdido a vida ou estejam desaparecidos. 

A humildade sonha e espera que Vladimir Putin, ainda pague pelo seus crimes.

10. Josef Mengele (1911–1979)

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Nenhuma lista de homens perversos do século XX estaria completa sem o Dr. Josef Mengele, cujo apelido, Todesengel (“Anjo da Morte”), já diz tudo. Ele era um líder “micro” da equipe médica do campo de extermínio de Auschwitz. Mas não havia nada de micro em suas atrocidades. Ele selecionava as vítimas para serem mortas nas câmaras de gás e, com prazer, administrava o gás pessoalmente. Isso já é suficientemente ruim, mas o que lhe garantiu um lugar nesta lista dos dez mais infames foi sua experimentação em seres humanos. Mengele usou Auschwitz como uma oportunidade para continuar sua pesquisa em genética e hereditariedade. Ele era fascinado por gêmeos. Os experimentos que realizou com gêmeos incluíam amputação de membros, infecção intencional de um gêmeo com tifo ou alguma outra doença e transfusão do sangue desse gêmeo para o outro. Ele experimentou para mudar a cor dos olhos, injetando substâncias químicas nos olhos de indivíduos vivos. E assim por diante. O Dr. Mengele tornou-se o estereótipo do cientista louco para quem os limites éticos são um incômodo, que faria qualquer coisa para satisfazer sua sede de conhecimento. Infelizmente, apesar dos maiores esforços do Mossad, ele morreu pacificamente, sem jamais ter sido capturado. Fiquem tranquilos, ele reside no Nono Círculo do Inferno.

9. Mengistu Haile Mariam (1937-)

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Fanatismo acima de tudo

Mengistu Haile Mariam ascendeu ao poder em 1977 como membro do regime assassino Derg na Etiópia, o mesmo que depôs e assassinou o Imperador Haile Selassie em 1974. Suas políticas visavam modernizar a economia etíope seguindo os princípios leninistas, stalinistas e maoístas. Terras, empresas, bancos, etc., foram nacionalizados. Os agricultores foram obrigados a se juntar a cooperativas. O livre mercado foi abolido. Não surpreendentemente, foi um desastre. A população resistiu, a fome se alastrou e a miséria econômica se espalhou. Isso não deteve Mengistu. A resistência generalizada foi reprimida com brutalidade. Entre 1,2 e 2 milhões de pessoas foram mortas durante seu regime. Segundo o The Times , não era incomum ver estudantes, supostos críticos do governo ou simpatizantes da rebelião pendurados em postes de luz todas as manhãs. O próprio Mengistu é acusado de assassinar opositores por estrangulamento ou tiros, alegando que estava dando o exemplo. Sim, realmente precisamos de exemplos assim… A Human Rights Watch descreve seu regime como “um dos usos mais sistemáticos de assassinatos em massa por um Estado já vistos na África”. Após o colapso da União Soviética, sua posição tornou-se insustentável e ele fugiu do país.

8. Idi Amin (1925–2003)

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Idi Amin governou Uganda como ditador após um golpe militar em 1971. Seu apelido era “O Açougueiro de Uganda”. O comportamento de Amin piorou progressivamente durante a década de 1970. Ele expulsou todos os asiáticos e entregou seus negócios a seus aliados, o que levou ao colapso da economia. No entanto, os asiáticos tiveram “sorte” em comparação com a violenta perseguição que ele impôs às tribos rivais de Uganda, que foram mortas às dezenas de milhares. O número total de mortos durante seu regime chegou a meio milhão, em uma população de 10 milhões. Ele era temido por alimentar crocodilos com suas vítimas vivas. Ele se gabava de guardar as cabeças decapitadas de inimigos políticos em seu freezer, embora dissesse que a carne humana era geralmente “salgada demais” para o seu gosto. Sua megalomania não conhecia limites. Entre seus títulos estavam “Senhor de Todas as Feras da Terra e Peixes dos Mares” e “Conquistador do Império Britânico na África”. Ele foi deposto em 1979 e fugiu para a Arábia Saudita. Ele nunca demonstrou qualquer remorso por seus atos brutais. Foi tema de um filme de Hollywood, O Último Rei da Escócia .

7. Saddam Hussein (1937–2006)

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Saddam Hussein foi presidente do Iraque de 1979 a 2003. O fio condutor de sua vida foi sua sede mórbida por poder, poder absoluto, não importando o custo em vidas humanas. Saddam ficou conhecido por usar o terror contra seu próprio povo, incluindo gás mostarda e gás nervoso para subjugar os curdos. Ele atacou o Irã em 1980. A guerra terminou em um impasse com um milhão de mortos. Sem ter aprendido nada com a experiência, invadiu o Kuwait em 1990, dando início à Primeira Guerra do Golfo, que resultou em mais 85.000 mortos. Levantes após a guerra levaram à morte de cerca de 150.000 civis. A lista continua até que ele foi deposto em 2003 pelas forças americanas e aliadas e enforcado em 2006. Que bom que se foi.

6. Kim Il-Sung (1912–1994)

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Kim Il-sung foi o ditador da Coreia do Norte de 1949 até sua morte em 1994. O nome oficial da Coreia do Norte é “República Popular Democrática da Coreia”. Tudo isso é uma mentira. Não há nada de democrático na Coreia do Norte. O povo é tratado como escravo, e não se trata de uma república, mas de um reino de fato, com a liderança passando de pai para filho. Kim invadiu a Coreia do Sul em 1950, e nessa guerra cerca de 3 milhões de pessoas morreram, incluindo 12 a 15% da população da Coreia do Norte. As subsequentes políticas econômicas stalinistas e a repressão generalizada levaram à pobreza e à fome, nas quais centenas de milhares, senão milhões, morreram. Infelizmente, o país não melhorou muito sob o governo de seu filho e neto, ambos líderes absolutamente implacáveis ​​e malignos à sua maneira. Que família…

5. Leopoldo II (1835–1909)

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1*4b_h72MtkrdS3sQklw_mUA Os Homens Mais Perversos e malignos vivos e que já viveram do Século XX

O rei belga Leopoldo II era uma figura desprezível. Ele merece ser incluído nesta lista pelo que aconteceu no Congo, território que adquiriu como propriedade privada em 1885, durante a Conferência de Berlim, quando grande parte da África estava dividida entre as potências europeias. Desde o início, seu objetivo era o lucro, buscando extrair o máximo de riqueza possível dessa enorme colônia. Milhões de congoleses, incluindo crianças, foram mutilados, mortos ou morreram de doenças durante seu governo. O não cumprimento das cotas de coleta de borracha era punido com a morte. O trabalho forçado foi instituído para aumentar a produção. Cerca de 10 milhões de pessoas morreram durante seu regime brutal no Congo. E ele não se importava. Parafraseando o título do melhor álbum de Frank Zappa, “ele só estava interessado no dinheiro”. A situação ficou tão ruim que, em 1908, ele foi forçado a entregar a colônia ao Estado belga.

4. Pol Pot (1925–1998)

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Pol Pot foi o líder do Khmer Vermelho comunista. Ele tomou o poder no Camboja em 1975 e começou a trabalhar para criar um paraíso comunista na Terra. Não surpreendentemente, era pior do que o sétimo círculo do Inferno de Dante (violência). Para concretizar sua visão de uma sociedade agrícola, a população urbana foi forçada a se mudar para o campo para trabalhar em fazendas coletivas. O dinheiro foi abolido e todos os cidadãos foram obrigados a usar as mesmas roupas pretas sem graça, o que fazia os trajes de Mao parecerem elegantes. Intelectuais eram sumariamente assassinados – incluindo pessoas que usavam óculos. Esse experimento de engenharia social custou a vida de cerca de 25% da população e foi imortalizado no filme de Hollywood ” Os Gritos do Silêncio” (Killing Fields) . Seu governo maligno foi derrubado após quatro anos pelas forças invasoras vietnamitas.

3. Josef Stalin (1878–1953)

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Stalin (à direita) com Lenin

Em qualquer lista de homens perversos, o ditador soviético Josef Stalin ocupa um lugar de destaque. Stalin ascendeu ao poder na década de 1920, após a morte de Lenin. Uma sucessão de programas quinquenais industrializou o país, mas a um custo humano inimaginável. Isso, somado à coletivização forçada da agricultura, levou a uma fome generalizada, que custou a vida de milhões de pessoas. Em seguida, veio o “Grande Terror”, que envolveu expurgos sucessivos do aparato partidário e da sociedade. Milhões foram enviados para campos de trabalhos forçados, onde morreram, ou ambos; a taxa de mortalidade nos Gulags era horrível. Quase todos os oficiais superiores do Exército Vermelho foram expurgados pouco antes do ataque de Hitler, o que garantiu o desempenho desastroso e as perdas terríveis nos estágios iniciais da Segunda Guerra Mundial. No início da década de 1950, ele planejava outro terror sangrento, mas, felizmente, morreu antes de poder desencadeá-lo sobre a nação já fragilizada.

2. Mao Tsé-Tung (1893–1976)

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Mao foi um guerrilheiro bem-sucedido contra os invasores japoneses e o governo corrupto do Kuomintang, liderado pelo Generalíssimo Chiang Kai-shek. Em 1949, ele os derrotou a todos e a República Popular da China foi proclamada. A partir daí, a situação só piorou. Nos expurgos do início da década de 1950, milhões de camponeses “ricos”, intelectuais e “sabotadores” foram mortos. Em seguida, veio o “Grande Salto Adiante” (1958-1962), um dos experimentos de engenharia social mais insanos da história. As propriedades rurais privadas foram abolidas e cozinhas comunitárias foram introduzidas. Foi um desastre. A produção despencou e a consequente “Grande Fome Chinesa” custou a vida de até 45 milhões de pessoas. Não satisfeito, alguns anos depois, o “Grande Timoneiro” lançou a “Grande Revolução Cultural Proletária” em 1966. Milhões de pessoas foram perseguidas e sofreram humilhação pública, prisão arbitrária, tortura, trabalhos forçados e execuções. Alguns dos meus amigos chineses sofreram esse destino. Quando Mao morreu em 1976, a renda per capita do país era menor que a do Congo, e a China havia perdido mais de 55 milhões de vidas. Mas Mao não se importava. Pureza acima de tudo — a pureza dele.

1. Adolf Hitler (1889–1945)

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A maior imagem está reservada para o homem mais perverso da história mundial.

Qualquer lista de maldades de todos os tempos deveria ser encabeçada pelo chanceler e Führer alemão Adolf Hitler, que chegou ao poder (democraticamente!) em janeiro de 1933. Sua busca insana por vingança, conquista e limpeza étnica quase foi bem-sucedida. Em dezembro de 1941, quase toda a Europa estava sob seu domínio. A subestimação por outros (Chamberlin!), seu apoio a ideias não convencionais (ataque pelas Ardenas) e o brilhantismo dos soldados e generais alemães levaram o mundo à beira do desastre. Mas ditadores tendem a ir longe demais. Após Stalingrado, o Terceiro Reich perdeu batalha após batalha e, em maio de 1945, após o suicídio de Hitler, a Alemanha se rendeu incondicionalmente. O país ficou em ruínas, seis milhões de judeus foram assassinados e a Segunda Guerra Mundial deixou cerca de 55 milhões de mortos. Ódio, racismo, xenofobia e megalomania são apenas algumas palavras para descrever esse homem. Infelizmente, seu legado continua a inspirar algumas pessoas até hoje.

A pergunta de um milhão de dólares:Por que as pessoas os seguiam?

Essa questão tem intrigado historiadores, estudiosos da liderança e cientistas sociais há décadas. A verdade perturbadora é que esses homens não poderiam ter permanecido no poder por tanto tempo se não tivessem alguma reivindicação de autoridade legítima, por mais distorcida que fosse. Afinal, eles dependiam da ajuda de outros. Utilizo os três arquétipos de autoridade legítima propostos por Max Weber para classificar a base (principal) da autoridade de cada líder.

O legado dos piores líderes da história

O legado dos piores líderes da história é um lembrete contundente de que, quando o caráter se desfaz, o poder se torna destrutivo. Seus regimes demonstram como o ego, o medo e a corrupção moral podem marcar uma sociedade por gerações, arruinando a vida de milhões e provando que apenas líderes pautados na integridade, humildade e serviço deixam um legado digno de ser lembrado.

Trago três lições importantes, escrita por Jan-Benedict Steenkamp

1. Os dois maiores criminosos se valeram de autoridade carismática. Embora também tivessem autoridade legal, seu carisma os tornou especiais e poderosos. A autoridade carismática é a mais perigosa das três. Todos nós somos falíveis. A idolatria de um homem — qualquer homem — é muito, muito perigosa. Pudemos ver isso em ação em 6 de janeiro de 2021.

2. A autoridade burocrática foi a base legítima para a maioria das organizações no topo da lista das 10 mais maléficas. Elas podem se “esconder” atrás de regras burocráticas (“Ordem é Ordem”). As burocracias são impessoais, sem rosto e implacáveis. Isso me faz pensar no que isso significa para o futuro, com as burocracias em constante expansão.

3. Eles foram grandemente auxiliados na prática de suas atrocidades pela ajuda de outros — ou pelo menos pela impassibilidade das multidões. Em 1867, o filósofo britânico John Stuart Mill explicou: “Os homens maus não precisam de nada mais para atingir seus objetivos do que homens bons que observem sem fazer nada”. Basta ler ” Os Carrasco Voluntários de Hitler “, de Daniel Goldhagen . Se homens e mulheres de bem, todos nós, nos levantarmos contra o mal, contra ditadores, mentirosos e demagogos, nossa sociedade será melhor, muito melhor.

Santos Rodrigues Andrade
Jornalista investigativo.
MTB 0026125/MG

 

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